Economia

Índice FipeZAP: veja os bairros mais caros e os que mais valorizaram imóveis em BH em 2025

Santo Antônio lidera a valorização anual, enquanto Savassi mantém o metro quadrado mais caro da capital
Índice FipeZAP: veja os bairros mais caros e os que mais valorizaram imóveis em BH em 2025
Foto: Diário do Comércio / Leonardo Morais

O Santo Antônio liderou a valorização de imóveis residenciais em Belo Horizonte em 2025. De acordo com o Índice FipeZAP de dezembro, os preços de venda no bairro avançaram 28,7% no acumulado de 12 meses, superando a variação registrada inclusive nos bairros com os metros quadrados mais caros da capital mineira.

No consolidado da cidade, o mercado de venda de imóveis residenciais fechou 2025 com valorização acumulada de 12,03%. Mesmo com recuo de 0,22% em dezembro, os preços mantiveram trajetória de alta ao longo do ano e superaram a inflação oficial medida pelo IPCA, que encerrou 2025 com avanço de 4,18%. O levantamento considerou 65.426 anúncios ativos em Belo Horizonte.

O preço médio do metro quadrado (m²) na capital chegou a R$ 10.642 em dezembro, acima do patamar registrado em 2024, quando a média era de R$ 9.365, no mesmo período. Em novembro, o índice havia apontado variação positiva de 0,84%, indicando desaceleração pontual no fechamento do ano.

Apesar do ajuste mensal negativo, o desempenho anual manteve Belo Horizonte entre os mercados com valorização real no país, especialmente ao se considerar o recuo do IGP-M, que acumulou queda de 1,05% em 2025. Segundo a economista do Grupo OLX, Paula Reis, a retração observada em dezembro não indica, necessariamente, uma tendência para 2026.

“Diante do cenário geral, essa queda não representa uma mudança de padrão e pode se tratar de um ajuste pontual, o que deverá ser confirmado pelo desempenho da cidade nos próximos meses”, avalia.

Bairros com maiores preços e valorizações

Além do Santo Antônio, outro bairro que teve valorização expressiva entre os mais caros da capital mineira, foi o Serra, com crescimento de 21,5% nos preços.

Ainda entre as áreas monitoradas pelo índice, a Savassi continua como a mais cara e registrou o maior preço médio da cidade, com R$ 18.053 por m² e alta de 13,2% em 12 meses. Santo Agostinho aparece na sequência, com R$ 16.253 e valorização de 5,4%, seguido por Lourdes, com R$ 15.735 e avanço de 9,7%.

Metro quadrado mais caro de BH
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial (IA)

Veja abaixo o ranking do metro quadrado mais caro em BH:

  • Savassi: R$ 18.053 /m² – variação em 12 meses +13,2%
  • Santo Agostinho: R$ 16.253 /m² – variação em 12 meses +5,4%
  • Lourdes: R$ 15.735 /m² – variação em 12 meses +9,7%
  • Funcionários: R$ 15.285 /m² – variação em 12 meses +10,6%
  • Santa Lucia: R$ 12.324 /m² – variação em 12 meses +13,0%
  • Sion: R$ 12.198 /m² – variação em 12 meses +15,7%
  • Gutierrez: R$ 12.185 /m² – variação em 12 meses +17,4%
  • Santo Antônio: R$ 11.621 /m² – variação em 12 meses +28,7%
  • Serra: R$ 11.197 /m² – variação em 12 meses +21,5%
  • Buritis: R$ 9.224 /m² – variação em 12 meses +8,1%

Comparativo regional

Na Região Metropolitana, o comportamento foi mais moderado. Contagem registrou queda mensal de 0,34% em dezembro, após alta de 1,08% em novembro, e encerrou 2025 com valorização acumulada de 6,96%. O preço médio do m² no município foi de R$ 5.816.

Betim seguiu trajetória distinta, com variação positiva de 0,58% em dezembro, repetindo o resultado de novembro. No acumulado do ano, a valorização chegou a 10,15%, com preço médio de R$ 4.700 por m².

No cenário nacional, o Índice FipeZAP de venda residencial apontou alta média de 0,28% em dezembro e de 6,52% no acumulado de 2025, com preço médio de R$ 9.611 por m². O resultado da capital mineira ficou acima da média brasileira no ano.

“Em comparação com São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, o mercado imobiliário de Belo Horizonte é menos consolidado e tem maior potencial de crescimento. Como em toda grande cidade, há mais demanda em regiões específicas de Belo Horizonte, que é o caso da Savassi e dos bairros próximos em todas as direções, exceto ao Norte, como Santo Antonio”, avalia Paula Reis.

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