Indústria de papel deve crescer 8% neste ano

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Indústria de papel deve crescer 8% neste ano
Aumento da demanda do comércio eletrônico e do delivery vem impulsionado as empresas | Crédito: Alisson J. Silva

Historicamente apontado como termômetro de consumo, o setor de embalagens segue sendo impulsionado pelo boom vivido pelo e-commerce em todo o País desde o começo da pandemia de Covid-19 há um ano e meio.

Mesmo com a liberação das atividades presenciais do comércio nos últimos meses, as vendas on-line seguem pujantes, assim como a demanda por caixas e sacolas de papel e papelão, mantendo o impacto na indústria de papel.

A expectativa do setor localizado no Estado é crescer 8% em 2021, depois da retração média de 2,5% no faturamento do ano passado em relação a 2019.

No ano passado, no auge dos recordes de pedidos, assim como outras atividades, o setor de celulose, papel e papelão enfrentou a falta de insumos para produção. Já naquela época foi iniciada uma corrida desenfreada por material, que desencadeou no aumento dos preços dos produtos e das embalagens. Somado a isso, a escalada do dólar foi outro movimento que afetou as empresas da área.

Em agosto de 2021 a situação melhorou bastante, conta o presidente do Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel e Papelão no Estado de Minas Gerais (Sinpapel), Antônio Eduardo Baggio. Segundo ele, já é possível observar uma acomodação do setor, a partir, principalmente, do aumento de produção por parte das empresas e também por uma maior oferta de produtos no mercado nacional.

“Existe uma tendência de normalização. Os níveis dos preços seguem elevados com leve tendência de caírem a partir da regularização da oferta. No ano passado, no auge do desabastecimento, muitos compraram para formar estoque e agora estão comprando menos. É a lei de oferta e procura, que tende a se equilibrar“, comenta.

Com isso, os grandes produtores de celulose, papel e papelão recuperaram a lucratividade que vinham perdendo nos últimos anos, recompondo a margem dos produtos. Mas os custos aumentaram bastante, em alguns casos chegando a até 80%.

Migração

“O mercado mudou de lugar. Nos últimos tempos, houve grande migração do plástico para o papel, o que ajudou a incrementar o setor, por meio da demanda por embalagens, principalmente porque agora, além da demanda do e-commerce e do delivery, há as de lojas físicas também”, diz.

Para se ter uma ideia, dados da Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel) dão conta que apenas a expedição de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado chegou a 329.757 toneladas em junho, volume 16,7% superior ao registrado no segundo trimestre de 2020. Segundo a entidade, com o resultado, o primeiro semestre de 2021 registrou um volume de 1.992.653 toneladas, que é 13% superior ao mesmo período do ano anterior.

Este é o maior volume expedido para os meses de junho, superando o volume de junho de 2018, período em que houve recomposição da expedição após a paralisação dos serviços de transporte de carga, no final de maio do mesmo ano. Além disso, é a 12ª vez consecutiva em que o crescimento de um ano para o outro do volume expedido é recorde.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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