Economia

Inflação na RMBH sobe 0,44% em janeiro e supera a média nacional

IPCA na Grande BH registra 0,44% em janeiro, impulsionado por transportes e habitação, superando a média nacional
Inflação na RMBH sobe 0,44% em janeiro e supera a média nacional
Foto: Diário do Comércio / Arquivo / Alessandro Carvalho

A inflação na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) registrou alta de 0,44% em janeiro, puxada principalmente pelo aumento dos combustíveis. O resultado foi o quinto maior entre as 16 áreas pesquisadas e ficou acima da média nacional, que foi de 0,33% no mês. Na comparação com janeiro do ano passado, a variação foi de 0,41%. Já o acumulado em 12 meses atingiu 3,98%, o sexto menor índice entre as regiões analisadas.

Na RMBH, sete dos nove grupos pesquisados apresentaram alta no período: Transportes (1,29%), Comunicação (1,04%), Saúde e cuidados pessoais (0,49%), Artigos de residência (0,27%), Educação (0,25%), Habitação (0,24%) e Alimentação e bebidas (0,15%).

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Segundo o analista do IBGE Minas, Venâncio da Mata, o grupo Transportes foi o que exerceu o maior impacto sobre o índice de janeiro. A gasolina, com alta de 3,68%, foi o principal destaque individual, contribuindo com 0,19 ponto percentual (p.p.) para o índice geral. Também registraram aumentos o etanol (5,29%), o ônibus urbano (3,99%), o automóvel novo (1,01%), o automóvel usado (0,81%) e o conserto de automóveis (0,77%).

No grupo Habitação, que tem peso relevante no cálculo da inflação, o IBGE destacou o aumento da taxa de água e esgoto (2,52%), reflexo do reajuste de 6,56%, em vigor desde 22 de janeiro. Também subiram os preços do condomínio (1,71%) e do aluguel residencial (1,69%).

Por outro lado, a energia elétrica residencial registrou queda de 1,95% no mês. De acordo com Da Mata, o recuo foi influenciado pela mudança da bandeira tarifária amarela para a verde, que eliminou a cobrança adicional na conta de luz. Em dezembro, a bandeira amarela ainda estava em vigor.

No grupo Alimentação e bebidas, que avançou 0,15%, chamaram atenção as altas expressivas do tomate (49,71%), da maçã (8,56%), das carnes (0,88%) e da refeição fora do domicílio (0,57%).

Já dois grupos apresentaram deflação em janeiro: Vestuário (-0,48%) e Despesas pessoais (-0,03%). No Vestuário, a queda de 1,06% nos preços das roupas contribuiu com impacto negativo de -0,04 p.p. no índice geral. Em Despesas pessoais, a principal influência foi a redução de 2,3% na hospedagem, com impacto de -0,02 p.p..

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