Economia

Investimentos da Anglo American no Minas-Rio crescem 44% em 2025 e totalizam US$ 603 milhões

Com aportes de US$ 603 milhões, mineradora direciona recursos para planta de filtragem e colunas de flotação, visando otimizar produção
Investimentos da Anglo American no Minas-Rio crescem 44% em 2025 e totalizam US$ 603 milhões
Foto: Divulgação / Anglo American

Em 2025, a Anglo American ampliou os investimentos no Sistema Minas-Rio em 44% sobre um ano antes, para US$ 603 milhões, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (20). Por outro lado, o capex global da empresa diminuiu 16%, totalizando US$ 3,3 bilhões.

Conforme a mineradora britânica, os aportes no complexo de minério de ferro foram direcionados, principalmente, para a conclusão do projeto da planta de filtragem de rejeitos, que teve o ramp-up iniciado em dezembro, além da substituição planejada de equipamentos.

A companhia também havia aumentado o valor investido no Minas-Rio em 2024 ante 2023 em 13%. À época, foi informado que o crescimento estava relacionado, sobretudo, ao começo da fase de montagem da nova instalação, considerada essencial para a continuidade da operação, localizada em Conceição do Mato Dentro, na região Central de Minas Gerais.

Como informado anteriormente, a planta de filtragem permite à Anglo evitar o lançamento de até 85% dos rejeitos do sistema na barragem, reaproveitar a água no processo produtivo e eliminar a necessidade de uma segunda estrutura de contenção na mina do Sapo. O projeto recebeu um investimento total de aproximadamente R$ 5 bilhões.

Colunas de flotação de relimpeza

Outra iniciativa estratégica para o Minas-Rio é a implementação das colunas de flotação de relimpeza, revelada um ano atrás e prevista para ser concluída em 2028. No ano passado, a Anglo American investiu US$ 100 milhões no projeto, que custará US$ 300 milhões.

Em junho, a CEO da companhia no Brasil, Ana Sanchez, explicou que há uma tendência de queda no teor de ferro nos próximos anos e, com isso, a empresa precisa aumentar a capacidade de flotação, que possibilita a separação das partículas de sílica do minério.

Neste sentido, a mineradora disse no documento que o projeto “visa permitir maior capacidade de processamento mantendo a qualidade do produto”. E afirmou que o impacto médio na produção do sistema com a implementação dos recleaners esperado é de cerca de 2,5 milhões de toneladas (t) até 2040, mas ressaltando que a estimativa está “sujeita a alterações conforme os estudos e autorizações para a Serra da Serpentina avancem”.

Ebitda do complexo minerário sobe 6%

Ainda de acordo com o relatório, a Anglo registrou um EBITDA subjacente de US$ 1,1 bilhão no Sistema Minas-Rio em 2025. O resultado foi 6% maior que o de 2024, impulsionado por um preço médio realizado mais alto – de US$ 89/t, contra US$ 84/t.

Na direção oposta, a empresa reportou uma leve queda de 1% na receita da operação em Conceição do Mato Dentro, que somou US$ 2,7 bilhões. Em linha com a projeção de ficar entre 23 e 25 milhões/t, a produção totalizou 24,8 milhões/t de minério de ferro e também teve uma pequena retração de 1%, como noticiado no início do mês.

Globalmente, o EBITDA subjacente subiu 2%, para US$ 6,4 bilhões, mas a mineradora sofreu um prejuízo líquido de US$ 3,7 bilhões, principalmente em razão de uma baixa contábil no negócio de diamantes De Beers. Já a receita cresceu 5% e chegou a US$ 18,5 bilhões.

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