IPCA registra alta de 1,24% em Belo Horizonte no mês passado

Inflação acumulada na Capital no primeiro trimestre chegou a 3,79% e, nos últimos 12 meses, a 6,49%
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IPCA registra alta de 1,24% em Belo Horizonte no mês passado
Reajuste no preço da passagem de ônibus pesou para consumidor | Crédito: Alisson J. Silva/ Arquivo Diário do Comércio

A inflação voltou a crescer em Belo Horizonte em março. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 1,24% no mês passado na capital mineira, elevando a inflação acumulada no primeiro trimestre de 2022 para 3,79% e para 6,49% nos últimos 12 meses.

A iminência de um reajuste das passagens de ônibus na cidade pode pressionar ainda mais os preços nos próximos meses. Caso o reajuste de 53% pleiteado pelas empresas seja efetivado, causará sérios impactos ao orçamento do consumidor belo-horizontino, especialmente o restrito, que inclui famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos.

De acordo com o gerente de Pesquisa do Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), Eduardo Antunes, já o impacto na inflação geral da cidade será de mais 3,6%, dado o peso de quase 7% do índice na categoria de transporte, comunicação, energia elétrica, combustíveis, água e IPTU.

“Se em 12 meses acumulamos 6,5%, com o reajuste de R$ 4,50 para R$ 6,90 teremos metade disso de uma única vez. Sabemos que a faixa de renda de consumidores restritos depende muito do transporte público e o orçamento não está preparado para uma pressão dessas. A tarifa está estagnada há cinco anos por subsídio da prefeitura e a população não consegue absorver a recomposição de uma hora para outra”, argumenta.

Em relação aos preços de março, gasolina comum, Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), energia elétrica, seguro voluntário de veículos e excursões estão entre as principais contribuições para a elevação. Na outra ponta, gastos com telefonia fixa e internet, material hidráulico, maçã gala, hospitalização/cirurgia e cabeleireiro.

Os dados divulgados pelo Ipead indicam ainda que entre os grupos avaliados houve alta de 2,52% em produtos administrados, 1,56% em gastos pessoais, 0,09% em alimentação fora da residência, estabilidade em habitação e -0,25% em alimentação na residência.

“Todos os destaques foram itens não alimentares, como gasolina, IPVA e energia. O índice foi bem elevado para o mês, por se tratar de produtos relevantes para a composição da cesta”, diz.

Contribuições para a inflação em Belo Horizonte

Entre os produtos, as cinco maiores contribuições para a alta do IPCA vieram de: assinatura de gasolina, com variação positiva de 7,72%; IPVA, 40,72%; energia elétrica, 8,56%; seguro voluntário de veículos, 7,57%; e excursões, com elevação de 4,91%.

Entre as quedas, destaque para assinatura de telefonia fixa e internet, cujo recuo foi de 9,60%; torneira, cano e material hidráulico, -14,39%; maçã gala -21,17%; hospitalização / cirurgia, -12,84% e cabeleireiro, com queda de 4,18%.

Cai o preço da Cesta básica

O custo da cesta básica, que representa os gastos de um trabalhador adulto com a alimentação, voltou a cair em março. A variação negativa foi de 0,20% entre fevereiro e março e o valor chegou a R$ 697,62, o equivalente a 53,58% do salário mínimo.

Conforme o Ipead, os principais responsáveis pela baixa foram a batata inglesa (-12,88%), o óleo de soja (-7,63%) e a banana caturra (2,23%). As maiores altas foram observadas para o feijão carioquinha (6,52%) e o tomate (1,65%).

No ano, a cesta básica está 1,95% mais em conta e nos últimos 12 meses há variação positiva de 0,32%.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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