Primeiro leilão de linhas de transmissão de 2026 prevê a construção de subestação em Extrema
O Brasil deverá realizar dois leilões de linhas de transmissão em 2026, com mais de R$ 25 bilhões em investimentos previstos, incluindo a construção de uma subestação em Extrema, no Sul de Minas Gerais. O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, nesta sexta-feira (28).
Os certames serão semestrais. Para o primeiro, marcado para ocorrer em março, a previsão é de R$ 5,7 bilhões em investimentos em 888 km de linhas de transmissão, que serão construídas em 12 estados: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
O governo informou que o processo está adiantado, com lotes já definidos e consulta pública sobre o processo já em fase final na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Já para o segundo leilão, aguardado para o segundo semestre de 2026, são esperados mais R$ 20 bilhões em investimentos em mais de 3.500 km de novas linhas de transmissão. Conforme o MME, os detalhes desse certame serão divulgados após conclusão dos estudos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Investimentos para não faltar energia
De acordo com o MME, o planejamento financeiro para o próximo ano busca garantir a infraestrutura necessária para “levar toda a energia, principalmente limpa e renovável, para todo o País, garantindo segurança energética e desenvolvimento sustentável”.
“Queremos atrair R$ 25 bilhões em investimentos nos dois leilões que vamos realizar em 2026. Serão mais de 4 mil km de linhas de transmissão construídas em diversos estados brasileiros, garantindo a distribuição de todo nosso potencial energético. Isso é fruto do nosso planejamento para garantir a segurança energética necessária para que o Brasil siga se desenvolvendo”, afirmou Silveira.
Ainda como esforços do Ministério de Minas e Energia no setor, o chefe da pasta destacou a recente conexão de 100% do Brasil ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o que representa “plena segurança energética”.
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