Lula dirá a Trump que Brasil não quer ‘nova Guerra Fria’ e evita comentar decisão da Suprema Corte dos EUA
Nova Délhi – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (22) que dirá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil não quer uma “nova Guerra Fria”, ao mesmo tempo em que evitou falar sobre a decisão da Suprema Corte norte-americana que derrubou as tarifas adotadas pelos EUA.
“Eu quero também dizer (a Trump) que não queremos uma nova Guerra Fria, não queremos interferência por nenhum país”, disse Lula em uma coletiva de imprensa em Nova Délhi, ao final de uma viagem de três dias à Índia.
“Queremos ter relações iguais com todos os países, queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles um tratamento também igualitário com os outros países”, completou.
Lula, que pode se encontrar com Trump em Washington em março, afirmou que sua agenda incluirá comércio, imigração, investimentos e parceria entre universidades.
Lula se recusou a comentar a decisão da Suprema Corte dos EUA na sexta-feira (20) que derrubou muitas das tarifas de Trump sobre produtos que entram nos EUA. Trump havia anunciado imediatamente após a decisão da corte uma tarifa de 10%, e no sábado disse que aumentará a taxa para 15%, o nível máximo permitido por lei.
“Eu não tenho como ficar medindo a decisão da Suprema Corte americana, não tem como um presidente de outro país julgar a decisão da Suprema Corte. Da nossa parte, o que achamos é que houve um alívio para muitos países que estavam taxados em 50%, 40%, agora parece que todo mundo vai ser 15%”, disse Lula.
“Estou convencido que, na conversa, a relação entre Brasil e Estados Unidos vai voltar à normalidade, eles tem interesse, nós temos interesse.”
Reportagem distribuída pela Reuters
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