Mercado imobiliário de Belo Horizonte acumula alta de 20% em fevereiro
O mercado imobiliário residencial de Belo Horizonte fechou o mês de fevereiro com variação positiva de 20,82% no acumulado dos últimos 12 meses. De acordo com dados do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), esse resultado é 1,12 ponto percentual (p.p.) acima da média nacional, que fechou com alta de 19,7%.
O conselheiro da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato da Habitação de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) Ariano Cavalcanti de Paula avalia que esse resultado pode ser uma recolocação do mercado local. Ele destaca que a capital mineira sempre seguiu a média nacional, mas, nos últimos anos, ela estava ficando para trás.
O levantamento realizado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) também demonstra que os preços dos imóveis residenciais na Capital subiram 0,62% na comparação com o mês anterior. Dessa forma, o indicador apresentou crescimento de 0,95% no primeiro bimestre deste ano. No Brasil, esses resultados foram mais elevados, com alta de 0,93% no mês e de 2,21% no acumulado do ano.
Leia também: Renda mínima necessária para financiamento de imóveis em BH é de R$ 12 mil, aponta Loft
Cavalcanti explica que entre os principais fatores que explicam essa valorização em Belo Horizonte está a expectativa de redução da taxa de juros e as incertezas atribuídas às questões geopolíticas. Além disso, ele menciona o fato de 2026 ser um ano marcado por eventos como as eleições e a Copa do Mundo de Futebol Masculino, que também trazem incertezas para o mercado.
Segundo o especialista, o fato de a valorização do imóvel ser maior que a inflação, mas ainda abaixo da taxa do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), traz uma oportunidade de recuperação dessas diferenças. “Então, acredito que esses fatores contribuem para essa valorização, ou seja, perspectiva de recuperação desse diferencial e a insegurança que faz as pessoas irem para os ativos reais”, completa.
Mercado resiliente em Belo Horizonte
O desempenho da Capital no IGMI-R mostra que BH tem registrado avanço mais moderado no início deste ano e um patamar de valorização acima do observado no conjunto do País nos últimos 12 meses. O dado reforça a leitura de um mercado ainda resiliente, com crescimento de preços no horizonte mais longo.
De acordo com o estudo, o bom desempenho da capital mineira no acumulado dos últimos 12 meses sugere um mercado com sustentação no médio prazo, ainda que com menor intensidade no curto prazo.
O conselheiro da CMI/Secovi-MG destaca que as perspectivas para o mercado imobiliário de Belo Horizonte são muito boas devido à insegurança, que traz as pessoas para os ativos reais, como imóveis. Outro fator que também influencia é a perspectiva da queda da taxa de juros e as eleições, com alguma perspectiva de mudança de gestão. “Nesse cenário, a atratividade dos imóveis é beneficiada”, conclui.
Ouça a rádio de Minas