Setor imobiliário mantém ritmo positivo e projeta alta de até 8% no Triângulo
O mercado imobiliário do Triângulo Mineiro e região inicia 2026 mantendo o ritmo positivo observado ao longo do último ano, com demanda aquecida e perspectivas de crescimento moderado, porém consistente. O cenário é sustentado principalmente pela retomada gradual do crédito, pela expansão do programa Minha Casa, Minha Vida, pela busca por ativos reais como proteção patrimonial e pelo dinamismo do mercado de locação, que segue atraindo investidores.
Para o primeiro bimestre de 2026, a previsão é o lançamento de 21 novos empreendimentos, indicando uma retomada estratégica por parte das incorporadoras. Exemplo da pujança do setor no Triângulo são as 828 unidades que serão construídas em Uberlândia (448 apartamentos) e Uberaba (380 apartamentos) pela MRV Engenharia neste ano.
Com esse movimento, a expectativa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sinduscon-TAP) é de crescimento de até 8% em vendas e lançamentos. Esse percentual pode variar, pois a taxa de juros ainda pode pressionar as margens das empresas e reprimir a demanda por novos imóveis.
Demanda equilibrada
O presidente do Sinduscon-TAP, Antônio Borges, explica que “há uma expectativa moderada ao longo do primeiro trimestre, com tendência de aceleração nos períodos seguintes. A demanda permanece ativa, especialmente para produtos de médio padrão e unidades compactas, que apresentam maior liquidez e aderência ao perfil atual do consumidor”.
Um dos pontos de atenção do setor está no equilíbrio entre estoque e velocidade de vendas. Nos últimos ciclos, observou-se uma redução gradual dos estoques, resultado de uma combinação entre controle mais rigoroso de lançamentos e boa absorção pelo mercado. Com o aumento previsto de novos projetos, a gestão eficiente desse estoque será fundamental para manter a sustentabilidade do crescimento e evitar desequilíbrios entre oferta e demanda.
Mão de obra e juros são desafios
Segundo o presidente do Sinduscon-TAP, Antônio Borges, o setor ainda enfrenta desafios relevantes, como a escassez de mão de obra qualificada, que pode impactar prazos e custos das obras, pressionando margens e influenciando o ritmo de entregas.
Para 2026, as projeções indicam um mercado resiliente, com crescimento sustentado, porém seletivo. “O desempenho deverá continuar diretamente ligado à trajetória das taxas de juros, à evolução da renda da população e às condições de crédito. Regiões com maior dinamismo econômico e infraestrutura consolidada tendem a concentrar os lançamentos e apresentar melhor desempenho comercial”, comenta Antônio Borges.
Diante desse cenário, o setor imobiliário segue como um dos principais vetores de investimento e desenvolvimento, combinando oportunidades de expansão com a necessidade de gestão estratégica para garantir competitividade e equilíbrio operacional ao longo do ano.
Ouça a rádio de Minas