MG consolida liderança no turismo corporativo e acelera expansão
Com uma estratégia que combina modernização de infraestrutura, presença internacional e ambiente favorável ao investimento privado, Minas Gerais vem ampliando sua participação no mercado de turismo de negócios e consolidando-se como um dos principais destinos corporativos do País. Na vice-liderança no ranking nacional do segmento, a expectativa do governo estadual é a de manter o ritmo acelerado de expansão nos próximos anos.
A reativação de ativos estratégicos é um dos pilares desse movimento. A Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte, volta a integrar o portfólio de grandes equipamentos para eventos após ser concedida à iniciativa privada. O espaço passa por obras de modernização e ganhará nova configuração, com áreas destinadas a camarins, bilheteria ampliada, bares e estrutura para operações de buffet em seus 4 mil metros quadrados no hipercentro da Capital.
A reabertura ocorre em um cenário de expansão consistente: BH registrou alta de 40% na realização de eventos corporativos em 2024 e projeta crescimento adicional de 20% para 2025 no segmento de feiras e convenções. A cidade concentra alguns dos maiores centros de eventos do Brasil, como o Expominas, o Minascentro e as arenas Mineirão e MRV, e já abriga encontros de grande porte, como a Semana Internacional do Café e a Exposibram, ambos com forte presença estrangeira.
Esse dinamismo se reflete no mercado de trabalho. Entre agosto de 2024 e agosto de 2025, o turismo mineiro registrou crescimento de 0,41% em vínculos formais, alcançando 433.858 postos, segundo dados do Caged ratificados no Observatório do Turismo, site da Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

Presença em mercados emissores
A política de internacionalização é outro vetor de expansão. Minas intensificou a agenda em feiras e mercados estratégicos, como a Festuris, em Gramado (RS), e a Abav Expo, em Brasília. Na edição mais recente da Abav, a participação mineira resultou em cerca de 150 negócios e movimentação estimada em R$ 20,5 milhões junto aos coexpositores.
Parte desse esforço mira a diversificação geográfica do fluxo turístico. Regiões antes menos representadas, como o Norte de Minas, passaram a ganhar destaque em eventos nacionais, ampliando a vitrine para novos roteiros e oportunidades de investimento.
Investimentos estruturantes
O ambiente de negócios mineiro, que atraiu mais de R$ 500 bilhões em investimentos privados nos últimos anos, sustenta o avanço do segmento. O Aeroporto Internacional de Confins, principal porta de entrada do turismo corporativo, segue em processo de modernização e tem capacidade para receber mais de 30 milhões de passageiros por ano.
Conexões regionais também são fortalecidas por aeroportos de cidades-polo, como Uberlândia, Montes Claros e Juiz de Fora, que suportam o crescimento de mercados internos. Na malha rodoviária, concessões acumulam aportes bilionários, como os R$ 5 bilhões destinados à Via Liberdade, corredor estratégico entre Nova Lima e Rio Casca, com duplicações, terceiras faixas e novas obras de contorno.
Interior ganha tração
A diversificação regional impulsiona resultados expressivos no interior. Uberlândia mantém protagonismo no Triângulo Mineiro, enquanto Uberaba consolida a vocação agropecuária com eventos de impacto global, como a ExpoZebu, que rompeu recordes em 2025 com 729 visitantes internacionais, alta de 36% sobre o ano anterior. No Vale do Aço, a base industrial de Ipatinga fortalece a demanda por eventos e encontros empresariais.
O perfil do viajante corporativo amplia o impacto econômico: em estadias médias de três dias, o gasto supera R$ 500, distribuído entre restaurantes (27%), pontos turísticos (25%) e comércio regional (13%). A cultura mineira, com destaque para gastronomia, queijo artesanal e cachaça, reforça a competitividade do destino ao agregar valor à experiência de lazer.
Com infraestrutura robusta, ambiente de negócios aquecido e estratégia ativa de projeção nacional e internacional, Minas Gerais sinaliza que pretende transformar o crescimento atual em um ciclo sustentável de longo prazo no turismo de negócios.
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