Zema prevê economia de R$1bi com a reforma administrativa

Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Zema prevê economia de R$1bi com a reforma administrativa
Crédito: Gil Leonardi/Imprensa MG

Pouco mais de 30 dias à frente do Executivo mineiro, o governador Romeu Zema (Novo) encaminhou, em regime de urgência, o projeto de lei da reforma administrativa do Estado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A proposta prevê uma economia de R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos com medidas que incluem a redução de secretarias, empresas, autarquias e fundações, bem como a exoneração de servidores comissionados.

“Como não poderia deixar de ser, a lei visa reduzir custos e aumentar a eficiência do Estado. Espero a aprovação dos deputados, pois todos conhecem a situação financeira de Minas Gerais e não há outro caminho. Isso não vai resolver a situação de imediato, mas é o início da solução a longo prazo. Muitas vezes isso vai ser necessário ser feito para que Minas se torne viável”, declarou o governador, em pronunciamento.

O anúncio foi feito em entrevista coletiva. Na ocasião, Zema e os secretários de Estado de Planejamento e Gestão, Otto Levy, e de Fazenda, Gustavo Barbosa, apresentaram os detalhes do plano. O texto prevê, por exemplo, a redução das atuais 21 secretarias para 12 pastas.

Serão elas: Planejamento e Gestão; Fazenda; Saúde; Educação; Justiça e Segurança Pública; Governo; Desenvolvimento Econômico; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Desenvolvimento Social; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Cultura e Turismo; e Infraestrutura e Mobilidade.

“Teremos uma redução de 47% da estrutura, considerando o corte de subsecretarias, superintendências, diretorias e assessorias. O custeio que até ano passado era de R$ 815 milhões, passará a R$ 580 milhões. Uma diferença de R$ 235 milhões”, destacou o governador.

A economia de R$ 1 bilhão ao fim do mandato incluirá ainda a extinção de empresas, autarquias e fundações, medida que será enviada posteriormente ao Legislativo estadual, como também o corte de cargos de comissão e do ganho de eficiência com a fusão das pastas. Dessa maneira, ao final da reforma, haverá ainda a redução da estrutura estadual de 75 para 57 órgãos. “É um trabalho que vai continuar”, ressaltou Zema.

Cargos – Já os cargos em comissão, gratificações e funções gratificadas serão reduzidos em aproximadamente 1.700, o que representa 16% neste primeiro momento, considerando apenas o novo quadro de secretarias. Um patamar maior será atingido na segunda etapa da reforma, ao reestruturar as fundações, autarquias e empresas.

O governador lembrou, por fim, que apesar de o orçamento enviado pela gestão anterior, aprovado pela Assembleia, prever um déficit de R$ 11,5 bilhões, o rombo será de R$ 15 bilhões e ainda há mais R$ 28 bilhões de restos a pagar. “O último governo escondeu a situação e não mostrou a gravidade das contas do Estado”, comentou Zema.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas