Novo Minha Casa, Minha Vida amplia limite de renda e teto de imóveis e movimenta mercado
O Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, nesta terça-feira (24), o aumento do limite de renda de todas as faixas do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e também do teto do valor dos imóveis que se enquadram nas faixas 3 e 4 do programa.
- A faixa 1, que antes atendia famílias com renda de até R$ 2.850, passa a contemplar grupos com renda mensal de até R$ 3.200;
- A faixa 2 sobe de R$ 4.700 para R$ 5 mil;
- A faixa 3, que antes atendia famílias com renda de até R$ 8.600, passa a contemplar rendimentos de até R$ 9.600;
- A faixa 4 sobe de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
Os tetos dos valores dos imóveis também subiram. Na faixa 3, passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil; e na faixa 4, de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Já os valores máximos nas faixas 1 e 2 foram atualizados em 2025 e passaram a vigorar em janeiro: eles variam entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, conforme a localidade.
Na prática, famílias com renda de cerca de R$ 2.900 (menos de dois salários mínimos no valor atual), por exemplo, que estavam enquadradas na faixa 2 do programa, passam para a faixa 1, tendo acesso a juros mais baixos.
Impacto social e econômico
Segundo o diretor de crédito da MRV&CO, Edmil Adib, a ampliação das faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida contribuirá para aumentar o acesso à casa própria. “Espera-se que 6 milhões de famílias sejam beneficiadas em todo o País, 5 milhões apenas na faixa 1, ou seja, é um ganho expressivo, de forte impacto social e econômico”, avalia.
Adib reforça que o novo cenário favorece as empresas vendedoras de imóveis pelo MCMV, que passam a contar com mais 6 milhões de possíveis compradores, anteriormente impossibilitados de investir em um financiamento, seja pela dificuldade de fechar negócio por causa das taxas de juros, ou porque não pertenciam a uma determinada faixa de renda.
Embora ainda não saiba mensurar o percentual de elevação de contratações na companhia em virtude das novas regras, o gestor acredita que os números serão significativos. “A mudança também ampliará a cartela de imóveis disponíveis, já que agora o teto do valor para as faixas 3 e 4 também foi estendido”, conclui.
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Minas Gerais recebeu 11% das entregas do MCMV nos últimos três anos
O programa Minha Casa, Minha Vida concluiu 157 mil habitações em Minas Gerais entre 2023 e o início deste ano, segundo o Ministério das Cidades. O valor representa 11,21% (1,4 milhão) do total de unidades finalizadas e entregues pelo programa habitacional em todo o País no mesmo período.
No recorte anual, 49,5 mil unidades foram concluídas no Estado em 2023; 55 mil em 2024 e 47,6 mil em 2025, além de 4,8 mil finalizadas e entregues no início deste ano.
A meta da pasta era contratar 2 milhões de unidades até o fim deste ano. O objetivo, porém, foi atingido no fim de 2025. Com isso, a projeção foi revisada para 3 milhões de contratações até o encerramento de 2026.
Em Minas Gerais, 183,2 mil unidades habitacionais foram contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida entre 2023 e o início deste ano, resultado de um investimento total de R$ 28,2 bilhões.
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