Economia

Minha Casa, Minha Vida impulsiona 2025 da Direcional, que projeta crescimento em 2026

Construtora teve lucro liquido de R$ 758 milhões e projeta um incremento de vendas se mudanças no programa habitacionais tiver novas mudanças
Minha Casa, Minha Vida impulsiona 2025 da Direcional, que projeta crescimento em 2026
Foto: Divulgação | Direcional

A Direcional Engenharia divulgou seu balanço financeiro de 2025 com resultados expressivos. A construtora mineira alcançou lucro líquido de R$ 758 milhões — dentro de um lucro bruto de R$ 1,8 bilhão —, montante que representa crescimento de 31,3% em relação ao ano anterior, quando totalizou R$ 577 milhões. O principal motor desse avanço foi o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), criado para facilitar o acesso à moradia e que, em 2025, ampliou significativamente o universo de brasileiros aptos a financiar um imóvel pela Caixa Econômica Federal.

Naquele ano, o governo federal implementou a Faixa 4 do MCMV e promoveu alterações nas regras voltadas à expansão do crédito e à melhoria das condições habitacionais, permitindo que famílias com renda de até R$ 12 mil mensais passassem a integrar o público-alvo do programa.
Foi nesse segmento que a Direcional apostou — e colheu resultados. A estratégia impactou diretamente o desempenho da empresa, garantindo liquidez e rentabilidade elevadas.

“O desempenho dos nossos negócios, que resultou no melhor ano da história do Grupo Direcional em 2025, foi impulsionado por uma demanda muito resiliente e pelos ajustes extremamente positivos implementados no programa Minha Casa, Minha Vida. O programa registrou seu melhor momento desde a criação, com novidades, como a Faixa 4, que ampliaram significativamente as possibilidades para as famílias e, consequentemente, o nosso mercado endereçável”, afirma o CFO do Grupo Direcional, Paulo Sousa.

Riva ajuda no resultado

Outro destaque do desempenho do grupo foi a Riva Incorporadora, sua marca voltada à média renda. Somadas, as duas operações alcançaram Valor Geral de Vendas (VGV) superior a R$ 6,1 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão apenas no quarto trimestre de 2025.

“Do ponto de vista interno, nossa solidez operacional nos permitiu capturar ganhos de escala e registrar sucessivos recordes de rentabilidade ao longo do ano. Além disso, tivemos uma performance histórica da Riva, nossa subsidiária focada na média renda, que alcançou seu melhor ano em todas as métricas do negócio”, complementa o executivo.

Novas mudanças do MCMV podem turbinar os negócios

Atentos ao mercado e às sinalizações do governo federal, a Direcional acompanha de perto possíveis novas alterações no MCMV. O Conselho Curador do FGTS ainda avalia a elevação dos limites de renda para financiamento e do preço-teto das unidades, medidas que devem beneficiar uma parcela relevante da população e ampliar a capacidade de compra das famílias.

“Somado a isso, a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais deve trazer efeitos positivos adicionais para a demanda, principalmente no segundo semestre. Vale ressaltar que esse potencial incremento no poder de compra dos clientes dá ainda mais força para a nossa estratégia de aumentar a velocidade de vendas”, explica Paulo Sousa.

Expectativas e estratégias para 2026

Acelerar vendas e aproveitar oportunidades de crescimento nas regiões em que atua. Essas são as principais metas da Direcional para 2026, sustentadas por estoques sólidos e um portfólio de novos produtos a serem lançados.

“Entramos no ano com um estoque bem composto e ainda contamos com um cardápio de novos produtos muito qualificados para lançar. Do ponto de vista financeiro, trabalhamos diariamente para manter nossa margem bruta nos sólidos patamares que temos entregado. No último trimestre, alcançamos nosso recorde histórico: 42,8%. Acredito que um dos destaques do ano será nossa atuação no Nordeste — Fortaleza, Recife e Salvador —, que tem sido um importante vetor de crescimento do grupo neste começo de ano”, comenta Sousa.

Projeção de lançamentos para 2026

A Direcional não revelou quais projetos e produtos serão lançados em 2026, mas sinalizou que pretende ampliar o volume de ofertas. O recorde de vendas de lançamentos de R$ 6,9 bilhões registrado em 2025 coloca a empresa no início deste ano com o maior volume de produtos disponíveis para venda de sua história, o que deve impactar diretamente a receita.

A construtora demonstra tranquilidade operacional, apoiada em um banco de terrenos com potencial de vendas de R$ 58,5 bilhões — sendo 90% das aquisições realizadas por permuta, preservando o caixa.
“Olhando para fora, o MCMV deverá ter o maior orçamento de sua história em 2026, e a perspectiva para a demanda segue muito saudável. Estamos otimistas e fortemente preparados para o futuro”, conclui Paulo Sousa.

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