Usiminas mira grandes aportes para próximos anos

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Usiminas mira grandes aportes para próximos anos
Egawa deixará a direção na NSSMC no Brasil após dois anos - Créditos: Adriana Muls

Além da reforma do alto-forno 3, o de maior capacidade produtiva da planta industrial de Ipatinga, no Vale do Aço, da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas), prevista para ocorrer entre 2021 e 2022, outras áreas da produtora de aços planos deverão receber investimentos vultosos nos próximos exercícios. A área de galvanização é uma delas, juntamente com a retomada da produção de aço bruto em Cubatão (SP).

A informação é do o diretor para as Américas da Nippon Steel & Sumitomo Metal (NSSMC), sócia majoritária da Usiminas, Kazuhiro Egawa. Segundo ele, os investimentos fazem parte de uma série de importantes decisões estratégicas para o futuro da companhia e ditarão o ritmo da melhora da capacidade e qualidade dos produtos no mercado.

“É preciso, antes de tudo, manter a produtividade. Alguns destes equipamentos e áreas já estão obsoletos e precisam ser modernizados a fim de mantermos a competitividade dos produtos. Há ainda a necessidade de reduzir os custos”, revelou em visita ao DIÁRIO DO COMÉRCIO.

Conforme o diretor, os aportes ocorrerão entre três e cinco anos. Mas, antes disso, precisará haver uma capitalização da siderúrgica. Neste sentido, ele destacou que embora os resultados da companhia tenham melhorado significativamente, ainda não alcançaram os patamares desejados. A Usiminas encerrou 2018 com lucro líquido de R$ 829 milhões, alta de 163% em relação ao ano anterior, quando obteve um lucro líquido de R$ 315 milhões.

“Uma das formas de capitalizar seria por meio dos acionistas, mas não sabemos ainda por qual caminho irá ocorrer”, disse.

Somente a reforma do alto-forno consumirá aportes da ordem de R$ 1 bilhão. A Usiminas já iniciou algumas etapas do processo de manutenção, que inclui compra dos equipamentos que serão substituídos e placas para suprir o gusa e o aço na produção, enquanto o alto-forno estiver desativado.

Conforme já publicado, trata-se de uma operação normal de manutenção em uma usina siderúrgica. Mas, diante da magnitude do projeto e da capacidade do equipamento, o aporte é vultoso e serão necessários de 100 a 110 dias de paralisação das atividades.

Atualmente, a planta industrial de Ipatinga conta com 3 altos-fornos. Os equipamentos 1 e 2, juntos, produzem cerca de 4 mil toneladas de ferro-gusa por dia. Já o alto-forno 3 possui capacidade de produzir cerca de 7 mil toneladas ferro-gusa diariamente.

Sobre as decisões da criação de uma área de galvanização na unidade de Minas Gerais e a retomada da produção de aço bruto em Cubatão, a companhia já divulgou anteriormente que serão decisões a serem discutidas no segundo semestre deste exercício.

Sucessão – Após dois anos como diretor para as Américas da NSSMC no Brasil, Egawa retorna ao Japão para assumir novos cargos como CEO da Kurosaki Harima Corporation. A empresa, listada na Bolsa de Valores de Tóquio, fabrica refratários de cerâmica no Japão, Índia, China e Europa. A NSSMS detém aproximadamente 47% das ações.

Yoshiaki Shimada, atual diretor executivo da sede da NSSMC em Tóquio, será o sucessor de Egawa, juntamente com Yuichi Akiyama, presidente da Nippon no Brasil nos próximos dois anos.

Durante o tempo em que esteve como diretor, o executivo desempenhou papel decisivo na consolidação do acordo da multinacional com o grupo Ternium-Techint, colocando fim a briga pública entre os sócios majoritários da Usiminas.

Ele foi o líder do projeto de governança da siderúrgica, alternando com a nomeação do presidente e do presidente do Conselho de Administração, a composição do Conselho de Administração, composto por um total de seis membros, três membros de cada empresa.

O diretor do NSSMC Américas também coordenou todas as ações nos Estados Unidos, México e outros países de norte a sul, contribuindo para a otimização do ambiente de negócios da empresa no mercado internacional de aço.

“Este era meu principal desafio quando cheguei ao Brasil e acredito que cumpri minha missão. Ajudei a solucionar o conflito e abrimos o caminho para recuperação dos tempos e negócios perdidos pela companhia durante o tempo em que os acionistas mantiveram a disputa. Agora parto para uma nova etapa, com a qual sei que também poderei contribuir”, concluiu.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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