Economia

Páscoa 2026: mais de 80% dos lojistas de BH estão otimistas com as vendas

Comércio aposta em aumento ou estabilidade nas vendas, enquanto consumidores buscam equilíbrio entre preço e qualidade
Páscoa 2026: mais de 80% dos lojistas de BH estão otimistas com as vendas
Foto: Diário do Comércio/Ana Carolina Dias Schenk

A chegada da Páscoa em 2026 representa, para muitos lojistas de Belo Horizonte, um momento de boas vendas e aumento no faturamento. Mais de 80% dos empreendedores de bombonieres e peixarias na capital mineira projetam manter ou ampliar as vendas, segundo levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). A expectativa é de que 81,04% dos empresários registrem desempenho igual ou superior ao do mesmo período de 2025.

Outro ponto apontado pela pesquisa, realizada entre 22 de fevereiro e 12 de março com 211 empresários, foi o avanço na confiança do varejo da Capital, com reflexos na recomposição de estoques e no planejamento para a data.

De acordo com o estudo, 92,42% dos lojistas ampliaram ou mantiveram o volume de produtos disponíveis para venda. “Os dados mostram um empresário mais confiante e preparado”, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. “Isso demonstra uma base sólida de recuperação e crescimento gradual da atividade comercial”, completa.

No recorte de preços, 51,18% dos empresários indicam estabilidade nos valores. Entre os que preveem reajustes, predominam aumentos de menor intensidade, concentrados nas faixas de até 5% (28,16%) e entre 5% e 10% (37,86%). Reajustes acima de 10% aparecem com menor frequência.

Consumo deve se manter ou crescer

Pelo lado da demanda, a percepção dos lojistas é de manutenção do consumo. Para 66,83% dos entrevistados, os clientes devem manter ou ampliar os gastos em relação à Páscoa anterior. A maior parte das compras deve envolver entre um e três itens, segundo 91,94% dos empresários, com tíquete médio estimado em R$ 68,82. “O consumidor busca equilibrar preço e qualidade. Mais consciente e planejado, ele não deixa de celebrar a data”, avalia Souza e Silva.

Entre os formatos de pagamento mais esperados pelos lojistas, o crédito à vista se destaca, sendo apontado por 55,45% dos entrevistados. Em seguida, vêm o Pix (24,64%) e o cartão de débito (12,32%). Neste ano, as modalidades parceladas e o dinheiro tiveram menor participação.

Preferências por produto

Entre os estabelecimentos de bomboniere, a expectativa é de maior procura por ovos de Páscoa artesanais e barras de chocolate, seguidos por cestas e kits presenteáveis, além de produtos tradicionais e versões industrializadas.

Já nas peixarias, a tilápia lidera com ampla vantagem, sendo apontada por 81,71% dos empresários como o principal item da data. Na sequência, estão sardinha, bacalhau (4,88%) e salmão (2,44%), enquanto outras espécies aparecem com menor participação.

Estratégias comerciais

Para ampliar as vendas, os lojistas devem priorizar ações de divulgação e melhoria no atendimento. A exposição de produtos é a principal estratégia, adotada por 63% dos entrevistados, seguida pela qualificação do atendimento (41,7%) e pela ampliação do mix (20,4%). Também aparecem iniciativas como ambientação das lojas, facilidades de pagamento e degustação no ponto de venda.

Os canais de comunicação mais utilizados são o boca a boca (61,6%), o WhatsApp (50,7%) e o Instagram (50,2%), além de materiais físicos nas lojas. “O comércio está mais estratégico, investindo em divulgação e experiência de compra. Isso aumenta a competitividade e contribui para melhores resultados”, afirma o presidente da CDL/BH. “Quando o empresário está otimista, ele investe, se prepara melhor e gera um impacto positivo em toda a cadeia econômica”, completa.

Concentração das vendas

A maior parte do movimento deve se concentrar na semana da Páscoa, segundo 70,62% dos lojistas. Há ainda expectativa de aumento nas vendas nos dias imediatamente anteriores à data, especialmente na quinta-feira e na Sexta-feira Santa, além de crescimento gradual nas semanas que antecedem o período.

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