PBH propõe auxílio para mulheres que se qualificarem na construção civil
Setor que respondeu por 34% do saldo positivo de empregos com carteira assinada em Belo Horizonte no ano passado, a construção civil poderá ganhar o reforço de mais trabalhadoras na Capital. Pelo menos, essa é a proposta da prefeitura, que assinou, nesta sexta-feira (6), um projeto de lei (PL) que dá auxílio financeiro ao público feminino participante do Mulheres na Obra.
A proposta ainda será enviada pelo Executivo para apreciação pela Câmara Municipal. Se aprovada, a medida garantirá o custeio do transporte e da alimentação das alunas do Mulheres na Obra, programa municipal que oferta qualificação para elas em modalidades como pintura, alvenaria, acabamento, carpintaria, instalações elétricas prediais e hidráulica predial.
De acordo com a PBH, o Mulheres na Obra é voltado, prioritariamente, a mulheres com mais de 18 anos e em situação de vulnerabilidade social e econômica ou vítimas de violência doméstica e familiar.

Durante o curso, que tem turmas para até 20 meninas, duração de quatro meses e carga horária média de 160 horas, as estudantes têm acesso a ações teóricas e práticas, com atividades supervisionadas em ambientes de obra ou serviços de infraestrutura urbana, voltadas ao desenvolvimento de competências para atuação na construção civil.
Durante a assinatura do projeto de lei, o prefeito da cidade, Álvaro Damião (União Brasil), comentou a importância do programa. “Ela vai ter passagem para chegar ao local do curso, ela vai ter alimentação, depois ela será levada para uma obra para poder fazer um estágio. Ela vai ser remunerada em forma de estágio e depois será definitivamente entregue às obras da cidade”, afirma Damião.
A assinatura do PL foi feita na sede da Casa da Mulher Brasileira, espaço do município que está em obras na rua Álvares da Silva, no bairro União, na região Nordeste de BH, e que será voltado para o atendimento de mulheres, com serviços especializados para vítimas de violência. De acordo com a PBH, o espaço, que é construído com recursos do município e da Caixa Econômica Federal, deve ser inaugurado no fim deste ano.
O valor e o pagamento das bolsas de auxílio ainda serão alvo de regulamentação em decreto. Segundo a prefeitura, isso será feito após a apreciação pela Câmara. O Diário do Comércio procurou a Casa para obter uma previsão da apreciação do tema, e aguarda retorno.
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