Economia

PBH projeta Carnaval 2026 com até 6,5 milhões de foliões e impacto acima de R$ 1 bilhão

Prefeitura prevê reforço na segurança, ampliação de serviços urbanos e meta de R$ 21 milhões em patrocínios; programação terá 612 blocos e 660 desfiles entre janeiro e fevereiro
PBH projeta Carnaval 2026 com até 6,5 milhões de foliões e impacto acima de R$ 1 bilhão
Foto: Divulgação Júnia Garrido/PBH

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) apresentou, nesta quinta-feira (29), as projeções e a operação do Carnaval 2026, com expectativa de receber até 6,5 milhões de foliões. A estimativa de impacto econômico é superior a R$ 1 bilhão no período. O objetivo é ampliar a estrutura de segurança, reforçar os serviços urbanos e captar mais patrocinadores. A meta de captação definida pelo município é de R$ 21 milhões, mas, até o momento, a Prefeitura informou ter assegurado R$ 2,3 milhões em patrocínios.

O prefeito interino de Belo Horizonte, Juliano Lopes (Podemos), afirmou que a gestão intensificou as negociações para ampliar a receita do evento, mesmo com o calendário já em curso. “Com certeza vamos ter mais um ou dois patrocinadores. Vamos fazer o que pudermos para isso. Mas, independentemente disso, o Carnaval está garantido”, disse.

Segundo ele, o planejamento foi mantido mesmo diante da diferença entre a meta e o valor já captado, com foco em assegurar a realização do evento e preservar a operação. A Prefeitura informou que a busca ativa por apoiadores seguirá nos próximos dias, em articulação com a área cultural e parceiros institucionais.

O prefeito interino também destacou o reforço da segurança, com ampliação do sistema de videomonitoramento e mobilização total das forças municipais.

“A Prefeitura ampliou a quantidade de câmeras no Centro e em regionais como o Barreiro. A Guarda Municipal, com 2.498 agentes, estará com força máxima, além do apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil. Com mais de 6 milhões de pessoas, o aporte de segurança é essencial para que o visitante volte à cidade”, afirmou.

A Prefeitura informou ainda que mantém campanhas integradas de prevenção, incluindo ações contra o assédio e reforço no atendimento ao turista, em articulação com a Guarda Municipal, a Polícia Militar e a Polícia Civil. A gestão afirmou que a operação foi desenhada para um calendário ampliado e para o crescimento do público, com foco em segurança, mobilidade e serviços urbanos.

O presidente da CDL/BH, Marcelo Souza e Silva, destacou o papel do comércio e dos empreendedores na cadeia do evento e as parcerias institucionais com a Prefeitura e órgãos de segurança. “O nosso foco também são os empreendedores. Tem muita gente que quer empreender no Carnaval, e isso movimenta a economia e gera renda ao longo do ano”, disse. Ele também citou ações com catadores, parcerias com a SLU e iniciativas voltadas à prevenção do assédio.

Já o presidente da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), Eduardo Curvinel, ressaltou o posicionamento do Carnaval como evento gratuito e de projeção nacional. “É um Carnaval que se consolidou como referência, com trabalho integrado dos órgãos públicos. Isso fortalece a imagem da cidade e o orgulho da população”, comentou.

A Belotur informou que a estrutura da cidade contará com cerca de 15 mil banheiros químicos por dia, distribuídos pelas regionais, um aumento de 20% em relação a 2025.

Perfil do folião no Carnaval de BH

Os dados apresentados pela Prefeitura mostram que 23,7% do público será composto por turistas. Entre eles, 79,2% devem permanecer por até uma semana em Belo Horizonte, e 91,1% afirmaram que o Carnaval é o principal motivo da viagem. A programação prevê 612 blocos e 660 desfiles entre 31 de janeiro e 22 de fevereiro, alta de 8% em relação a 2025.

No consumo prévio, 35,1% dos foliões informaram que pretendem fazer a própria fantasia. Entre os que vão comprar itens, 67,4% planejam adquirir em lojas de acessórios; 49,8%, em armarinhos; 35,6%, em lojas de roupas; e 5,9% disseram que devem comprar on-line.

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