Economia

Políticas de renda e educação impulsionam crescimento de classes média e alta em Minas

Estado amplia participação das faixas de maior renda em 9,91 pontos percentuais entre 2022 e 2024, com impacto do mercado de trabalho e de políticas de transferência e inclusão
Políticas de renda e educação impulsionam crescimento de classes média e alta em Minas
Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicou que a população nas classes A, B e C aumentou de 73,32% para 83,23% entre 2022 e 2024 em Minas Gerais. O avanço de 9,91 pontos percentuais é visto pela instituição como fruto da integração de programas sociais e iniciativas de acesso à educação.

Pela classificação utilizada, a classe A reúne famílias com renda acima de 20 salários mínimos, enquanto a classe B concentra rendimentos entre 10 e 20 salários mínimos e a classe C abrange renda familiar de 4 a 10 salários mínimos. No intervalo analisado, o crescimento dessas faixas em Minas acompanha a tendência nacional de redução da pobreza e de migração para patamares mais elevados de renda.

No recorte nacional, a FGV estima que 17,4 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza e passaram a integrar classes de maior renda, o que representa alta de 8,44 pontos percentuais entre 2022 e 2024. O movimento é atribuído, sobretudo, ao aumento da renda do trabalho e à articulação de políticas públicas de transferência e inclusão.

Segundo a pesquisa, a integração entre programas como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e iniciativas de acesso à educação e ao crédito contribuiu para sustentar a trajetória de ascensão social. Além disso, a retomada do mercado de trabalho aparece como fator central para a elevação da renda média das famílias.

Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados confirmam a efetividade das ações direcionadas à população de baixa renda. “O programa não é apenas transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, afirma Dias.

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