Preço do aluguel residencial fica estável no início do ano em BH

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Preço do aluguel residencial fica estável no início do ano em BH
No acumulado de 12 meses, o valor do aluguel residencial subiu 6,9% na Capital | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

Após avanço de 7,17% no decorrer de 2021, o preço do aluguel residencial em Belo Horizonte iniciou 2022 estável. Segundo o Índice FipeZap, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e o portal de vendas Zap Imóveis, em janeiro, enquanto a média nacional aumentou 1,03%, a alta na capital mineira foi de apenas 0,3%. Já quando considerado o acumulado dos últimos 12 meses, a Capital teve variação maior que o restante das cidades avaliadas, sendo 6,9% e 4,71%, respectivamente.

De acordo com o economista do DataZAP+, Pedro Tenório, a base de comparação acumulada traz um resultado mais próximo da realidade, uma vez que engloba não apenas componentes dinâmicos, mas também os de tendência. E, neste quesito, o resultado de Belo Horizonte, que no último ano se manteve em patamares superiores aos de cidades com perfis semelhantes, pode indicar acomodação, mas ainda com tendência de elevação para o decorrer do exercício.

“Na verdade, em 2022 o aluguel deve manter a trajetória de crescimento na maior parte do País. Por isso, não acreditamos que o resultado mensal apurado por Belo Horizonte vá perdurar por muitos meses”, explica.

De toda maneira, vale dizer que, comparativamente, a variação mensal do índice da capital mineira foi inferior às altas mensais apuradas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)/IBGE (0,54%) e pelo IGP-M/FGV (1,82%), resultando na queda real do preço do aluguel residencial. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o Índice FipeZap de Belo Horizonte ficou bem abaixo das variações dos índices oficiais. Para se ter uma ideia, o IPCA nos 12 meses foi de 10,38% e IGP-M, de 16,91%.

No mês, entre as capitais, a elevação do Índice FipeZap de Locação Residencial de Belo Horizonte foi a segunda menos intensa. Porto Alegre teve uma variação de apenas 0,11%. Na outra ponta, o maior incremento foi registrado por Goiânia: 3,72%. Já no acumulado dos 12 meses, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Porto Alegre tiveram incrementos menores que o da capital mineira. Curitiba liderou a alta com 15,9% no período.

O preço médio de locação por metro quadrado em Belo Horizonte em janeiro ficou em R$ 25,63. O maior preço entre as capitais foi registrado por São Paulo (R$ 39,91) e o menor por Fortaleza (R$ 19,2).

E no caso da rentabilidade do aluguel, ou seja, a razão entre o preço médio de locação e o preço médio de venda dos imóveis para o investidor que opta por adquirir o imóvel com a finalidade de obter renda com aluguel, o retorno médio tem permanecido praticamente estável, fechando janeiro em 4,69% no País. Especificamente em Belo Horizonte, a rentabilidade está em 4,06% ao ano.

“Em termos de preço, o valor cobrado por metro quadrado em Belo Horizonte é relativamente mais baixo do que o esperado para uma cidade deste porte. Já quanto à rentabilidade, percebemos que a cidade está sempre abaixo da média, mas acompanhando a tendência nacional em função da dinâmica macro”, avalia Tenório.

Por fim, os valores por bairro na capital mineira ficaram assim estabelecidos no último mês: Belvedere (R$ 44,9/m²), Savassi (R$ 39,4/m²), Santo Agostinho (R$ 33,2/m²), Funcionários (R$ 32,4/m²), Lourdes (R$ 31,9/m²), Serra (R$ 26,8/m²), Sion (R$ 26,8/m²), Buritis (R$ 26,4/m²), Santo Antônio (R$ 23,3/m²) e Gutierrez (R$ 18,6/m²).

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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