Preço dos aluguéis tem alta acima da inflação em BH

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Preço dos aluguéis tem alta acima da inflação em BH
Crédito: Charles Silva Duarte Usada em 19-11-19 Usada em 02-06-20 Usada em 08-10-20

Depois de ter voltado a crescer abaixo da inflação em 2019, o preço dos aluguéis residenciais em Belo Horizonte superou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano passado. Em 2020, os custos para locação dos imóveis na capital mineira aumentaram 6,24% sobre o exercício anterior, enquanto a inflação encerrou com aumento de 4,52% no mesmo tipo de comparação.

A tendência é de que 2021 seja marcado por reajustes e renegociações, uma vez que, em Minas Gerais, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) é o principal indicador utilizado para calcular o reajuste do aluguel e, em 2020, teve a maior alta desde 2002. No fechamento de 2020, o índice ficou em 23,14%.

“A alta variação do IGP-M em 2020 tem muito a ver com o movimento do câmbio. E como a elevação do índice vai levar muitos contratos a serem reajustados, é possível que haja uma rotatividade maior, uma vez que parte dos inquilinos que não conseguirem renegociar o valor do aluguel acabará optando por buscar novos imóveis”, explicou o coordenador do Índice FipeZap da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Eduardo Zylberstajn.

O reajuste apurado em Belo Horizonte em 2020 foi o maior da série histórica do índice, iniciado na capital mineira em 2016. Entre as capitais monitoradas, o aumento só foi menor do que o registrado em Goiânia (8,87%). Já a média nacional foi de 2,48%, abaixo da inflação de 4,52%.

Zylberstajn lembrou que o mercado imobiliário viveu um ano atípico em 2020, mas que, “principalmente no segundo semestre, houve aceleração no aumento dos preços, impulsionado pelos juros baixos e pela busca das famílias por novas opções de moradia”.

Conforme o índice, além de Belo Horizonte, destacaram-se com aumento dos preços de aluguéis residenciais acima do IPCA em 2020 Goiânia (8,87%), Recife (5%), Salvador (4,96%) e Brasília (4,91%).

Detalhamento – Quanto ao preço médio do metro quadrado cobrado em cada cidade, a capital mineira apareceu em décimo terceiro lugar no levantamento, com R$ 23,54. Em primeiro lugar, veio São Paulo com R$ 40,06, em seguida, Barueri com R$ 37,65, Santos (R$ 34,38) e Brasília (R$ 32,16).

Já em relação à rentabilidade do negócio de locação de imóveis residenciais, o estudo mostrou que a Capital fechou 2020 em 3,96%. Neste caso, o maior rendimento ficou com Santos: 7,4%.

A valorização por bairro ficou assim estabelecida: Savassi (R$ 38,82), Boa Viagem (R$ 30,46), Funcionários (R$ 28,16), Santo Agostinho (R$ 28,12) e Sion (R$ 27,85).

Na outra ponta, os menores valores por metro quadrado foram observados em: Jaqueline (R$ 11,68), Céu Azul (R$ 12,83), Jardim Leblon (R$ 12,99), Tirol (R$ 13,06) e Camargos (R$ 13,42).

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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