Primeira etapa do desassoreamento da Pampulha vai custar R$ 100 mi

Obras na Lagoa da Pampulha devem começar em abril de 2024 e terminar em agosto de 2029, no canal dos córregos Ressaca e Sarandi
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Primeira etapa do desassoreamento da Pampulha vai custar R$ 100 mi
Conclusão da primeira etapa do desassoreamento de um dos principais cartões-postais de BH está prevista para 2029 | Crédito: Alessandro Carvalho

A tão esperada obra de desassoreamento da Lagoa da Pampulha, um dos principais cartões-postais da capital mineira, enfim foi anunciada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Apenas a primeira etapa da obra deve durar cinco anos e vai somar algo em torno de R$ 100 milhões, com recursos do próprio caixa do Executivo municipal. As obras devem ter início em abril de 2024.

O texto foi apresentado pelo secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Leandro César Pereira, ontem. Segundo ele, o início do desassoreamento deve acontecer na área conhecida como “Enseada do Zoológico”, tanto com equipamentos por terra como por embarcações na água, o que deve otimizar o processo e gerar economia e rapidez nas intervenções.

“Vamos seguir, obviamente, as diretrizes e observar as considerações da Comissão de Gestão Integrada do Conjunto Moderno da Pampulha e outros órgãos envolvidos. A proposta prevê que o desassoreamento aconteça em cinco anos. E a expectativa é de desassorear aproximadamente 700 mil m³ de sedimentos ao final deste período, ou seja, média de 140 mil m³ ao ano. Seria um volume significativamente acima da quantidade de entrada de sedimentos, que é de 115 mil m³ por ano”, explicou.

A primeira parte das intervenções deve ter início em abril de 2024. Já a conclusão está prevista para agosto de 2029, com o desassoreamento do canal dos córregos Ressaca e Sarandi. Antes, porém, deverão ser concluídas as etapas de aprovação do projeto em todas as instâncias de licenciamento e proteção do patrimônio cultural.

Após esse período, o desassoreamento deve prosseguir nas áreas de entrada do canal dos córregos Ressaca e Sarandi; nas enseadas dos córregos Tejuco, Mergulhão e da AABB, além de duas áreas próximas à Ilha dos Amores.

A presidente da Comissão de Gestão Integrada e secretária municipal de Cultura, Eliane Parreiras, avalia que o desassoreamento da Lagoa da Pampulha reforça o compromisso da Prefeitura de Belo Horizonte para a preservação e promoção do Conjunto Moderno da Pampulha, que recebeu, em 2016, o título de Patrimônio Mundial concedido pela Unesco.

“O desassoreamento de um trecho grande da Lagoa da Pampulha, nesta primeira parte, trará benefícios nas áreas ambiental, da preservação do patrimônio e também para o turismo, neste que é um dos principais atrativos da Capital”, disse.

Despoluição da Lagoa da Pampulha

A apresentação do projeto ocorreu durante a reunião da Comissão de Gestão Integrada, nesta quinta-feira (31). Na ocasião, também foram destacados os números do primeiro relatório trimestral de acompanhamento do plano de ação para o sistema de esgotamento sanitário da bacia da Lagoa da Pampulha.

No final de março, a Justiça de Minas Gerais homologou um acordo entre as prefeituras de Belo Horizonte e Contagem e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para a concessionária acabar com o lançamento de esgoto irregular na Pampulha. Deverão ser realizadas em torno de 9,8 mil novas ligações à rede da Copasa, sendo cerca de 7 mil em imóveis de Contagem e 2,8 mil de Belo Horizonte.

Até o momento já foram realizadas mais 2.272 ligações domiciliares à rede de esgoto, número que corresponde a 23% da meta estabelecida no acordo. O relatório mostrou também que 40% dos pontos de observação apresentaram melhoria na qualidade da água e 50% mantiveram a mesma situação da medição anterior.

Em julho, após reunião do prefeito Fuad Noman (PSD) com o governo do Estado e a Copasa, o prazo definido para acabar com o foco principal de poluição do cartão postal – inicialmente de cinco anos – foi reduzido para três anos. No início deste mês, foi criado um grupo com representantes da PBH, Prefeitura de Contagem e Copasa para acompanhar a execução do plano, propor ações de agilização e dar a cada etapa transparência para a população. (Com informações da PBH)

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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