Produção de aço bruto retrai 6,9% em Minas Gerais em janeiro, a terceira queda consecutiva
A produção de aço bruto em Minas Gerais diminuiu 6,9% em janeiro em comparação com o mesmo período de 2025. No mês, as siderúrgicas mineiras fabricaram 822 mil toneladas (t). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (24) pelo Instituto Aço Brasil.
Essa foi a terceira queda interanual consecutiva e a mais acentuada. Em novembro, a retração foi de 0,6% e em dezembro de 4,4%. No acumulado de 2025, sobre 2024, a siderurgia também registrou retração no Estado, de 1,1%, ao produzir 10,1 milhões/t.
Apesar do resultado negativo, o parque siderúrgico de Minas liderou a produção nacional de aço bruto no primeiro mês de 2026, com 30,1% de participação. O Rio de Janeiro ficou em segundo lugar, com 24,9% (681 mil/t), e São Paulo, em terceiro, com 7,2% (196 mil/t).
No País, foram fabricadas, ao todo, 2,7 milhões/t de aço bruto, o que representa um recuo interanual de 1,4%. Foi a segunda redução seguida nessa base de comparação. Nos 12 meses do ano passado, ante 2024, o volume havia diminuído 1,6%, para 33,3 milhões/t.
Semiacabados e laminados
Já a produção de aço semiacabado para venda e laminado em Minas Gerais teve um crescimento tímido em janeiro no confronto com igual mês do último ano, de 0,8%. As siderúrgicas fabricaram 762 mil/t no Estado no período.
Com esse resultado, a siderurgia mineira respondeu por 30,6% do volume produzido nacionalmente e ocupou o topo do ranking das unidades federativas. As duas posições seguintes ficaram, respectivamente, com o parque siderúrgico fluminense, com 23,3% de participação (579 mil/t), e o paulista, com 9,6% (239 mil/t).
No Brasil, foram fabricadas 2,5 milhões/t de semiacabados para venda e laminados no total. Neste caso, a produção apresentou uma retração interanual de 4,3%.
Importações brasileiras retraem; exportações sobem significativamente
A entidade não disponibiliza outros dados regionais além da produção, mas, nacionalmente, a importação de aço, considerada o maior problema para a siderurgia brasileira, caiu 6,5% em janeiro em relação a um ano antes, ao somar 516 mil/t. A China, acusada de comércio predatório pelo setor, reduziu os envios em 8,6%, para 304 mil/t.
Outro dado positivo para as siderúrgicas no primeiro mês deste ano foi um aumento significativo nas exportações em relação ao mesmo período de 2025, de 34,2%, para 1,2 milhão/t. Apenas para países da América Latina foram vendidas 544 mil/t, alta de 366,3%.
Esse resultado consolidado, no entanto, ainda pode sofrer alterações, conforme ressalta o Aço Brasil no relatório de estatísticas. “Nos dados de janeiro de 2026, foram registrados volumes de exportações através de operações com embarque antecipado, que geralmente registram volumes acima do exportado efetivamente. A correção dessas exportações, possivelmente, ocorrerá nas próximas divulgações dos dados do Comex”, pontua.
Vendas internas e consumo aparente
Ainda segundo o instituto, as vendas internas do setor siderúrgico brasileiro totalizaram 1,6 milhão/t em janeiro. No confronto com o mesmo intervalo do ano passado, houve recuo de 6,3%. Já o consumo aparente de produtos de aço foi de dois milhões/t, queda de 7%.
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