Economia

Produção de aço bruto cai 1,1% em Minas Gerais e 1,6% no Brasil em 2025

Mesmo negativo, resultado deixou o Estado na liderança do ranking de unidades federativas
Produção de aço bruto cai 1,1% em Minas Gerais e 1,6% no Brasil em 2025
Foto: Reprodução Adobe Stock

Minas Gerais encerrou 2025 com retração de 1,1% na produção de aço bruto em comparação ao ano imediatamente anterior, totalizando 10,1 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pelo Instituto Aço Brasil na segunda-feira (19).

Apesar de negativo, o resultado deixou o Estado na liderança do ranking de unidades federativas, com 30,1% de participação sobre o total produzido no País. O segundo lugar da lista ficou com o Rio de Janeiro (26,8%, ou 8,9 milhões de toneladas).

No Brasil, foram produzidas 33,3 milhões de toneladas, o que equivale a uma queda de 1,6%. O recuo foi menos intenso do que o previsto pela entidade, de 2,2%.

Somente em dezembro, ante o mesmo período de 2024, a produção de aço bruto em Minas Gerais caiu 4,4%, para 773 mil toneladas. No mês, o Estado liderou com 30,2% de participação. No País, o volume alcançou 2,6 milhões de toneladas, baixa de 1,9%.

Semiacabados e laminados

Por outro lado, Minas Gerais registrou leve alta de 0,8% na produção de semiacabados e laminados no ano passado contra 2024, que somou 9,5 milhões de toneladas. Com o resultado, o Estado ficou na liderança nacional, com 29,5% de participação.

O desempenho positivo poderia ser melhor não fosse dezembro. No período, a siderurgia mineira produziu 731 mil toneladas, o que representa uma retração interanual de 5,3%.

Já no Brasil, a produção de aços semiacabados e laminados recuou nas duas bases de comparação. No acumulado de 2025, diminuiu 2,6%, para 32,1 milhões de toneladas. No mês, caiu 1,7%, para 2,5 milhões de toneladas.

Utilização da capacidade instalada, vendas internas e consumo aparente

Ainda segundo o Aço Brasil, a utilização da capacidade instalada da siderurgia brasileira caiu 1,1 ponto percentual (p.p.) no ano passado em relação a 2024. Com isso, chegou a 65,4%, percentual aquém do considerado ideal. O presidente-executivo do instituto, Marco Polo de Mello Lopes, disse recentemente que o setor deveria operar com 80% a 85%.

As vendas internas de aço também caíram. Foram 21,2 milhões de toneladas negociadas, queda anual de 0,4%, praticamente o recuo que a entidade projetava, de 0,5%.

Cabe dizer que a importação de aço atingiu um patamar histórico no País em 2025 ao totalizar 6,4 milhões de toneladas, sendo 5,7 milhões de toneladas de laminados – o maior nível em 15 anos. Os desembarques motivaram a retração da produção nacional e dos negócios no mercado doméstico, enquanto impulsionou o consumo aparente, que chegou a 26,8 milhões de toneladas, alta de 2,6%, superior aos 2,4% previstos pelo instituto.

Exportações sobem acima do esperado no País

Se por um lado as vendas internas recuaram, as externas cresceram acima do esperado. Em 2025, o setor enviou 11 milhões de toneladas de aço para o exterior, quantidade que supera em 14,7% o do ano anterior e a projeção do Instituto Aço Brasil, que era de 6,9%.

Conforme a entidade ressalta, nos dados de dezembro, foram registrados níveis de exportações através de operações com embarque antecipado, que geralmente contabilizam volumes acima do exportado efetivamente. Portanto, a correção, possivelmente, ocorrerá nas próximas divulgações dos números do Comex – plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Sobre o destino do aço do País, os Estados Unidos (EUA), mesmo tarifando em 50% o produto brasileiro, compraram 6,4 milhões de toneladas (58,5% do total exportado no ano passado), incluindo exportações direcionadas ao México através de portos americanos. Na comparação com 2024, os norte-americanos aumentaram as importações em 10,7%.

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