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Produção de calçados de Nova Serrana recua 80%

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

Em contraste aos 6% de crescimento esperados para 2020 no começo deste ano, o polo de calçados de Nova Serrana, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, vive, hoje, um quadro de queda de 80% da sua produção. Com isso, 5 mil vagas foram eliminadas.

Essa nova e repentina realidade, de acordo com o presidente do Sindicato da Indústrias do Calçado de Nova Serrana (Sindinova), Ronaldo Lacerda, é fruto da disseminação do novo coronavírus (Covid-19) e das medidas de isolamento social.

De acordo com ele, as empresas do polo – atualmente são 832 – estão, desde o dia 20 de março, com a produção bem abaixo da capacidade. Não se sabe qual será o resultado disso no fim de 2020, diz Ronaldo Lacerda, mas uma coisa, para o presidente do Sindinova, é certa: nada de crescimento neste ano.

Essa visão é oriunda de diferentes fatores. Primeiramente, destaca Ronaldo Lacerda, embora muitos municípios tenham adotado medidas de flexibilização do distanciamento social, diversas lojas ainda estão fechadas. Na capital mineira, lembra, tudo ainda permanece como no fim de março – e Belo Horizonte é hoje, junto à região metropolitana, a maior compradora do polo.

No entanto, nem mesmo os negócios que já abriram foram capazes de dar um pouco de fôlego à região. As pessoas, ressalta o presidente do Sindinova, ainda têm medo de sair às ruas para comprar e temem, ainda, o desemprego. O consumo, portanto, ainda está bem travado.

Empregos – O resultado de tudo isso também refletiu nos empregos do polo, gerando perda de postos de trabalho. Até o último mês de abril, foram 5 mil vagas fechadas. “Maio deverá ter mais demissões, infelizmente”, diz Ronaldo Lacerda.

O presidente do Sindinova destaca que a fabricação de calçados emprega muitas pessoas. Antes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) eram 20 mil colaboradores trabalhando diretamente nas fábricas e mais 20 mil indiretamente.

Agora, apesar de muitas empresas ainda estarem com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) ativo, várias delas chegaram a demitir praticamente toda a equipe de produção e há riscos de fecharem as portas para sempre.
Além dessa situação, os pedidos com os fornecedores foram cancelados e os dos clientes estão em suspenso, esperando o retorno a certa normalidade.

Alternativas – Em meio a todo esse cenário, as empresas do Polo de Calçados de Nova Serrana estão buscando caminhos alternativos. Atualmente, por exemplo, cerca de dez empreendimentos estão investindo na produção de máscaras.

Além disso, muitos negócios do polo também têm empregado esforços no e-commerce, vendendo diretamente para o consumidor final. As comercializações ainda não são tão expressivas, afirma Ronaldo Lacerda, se comparar com as feitas em alta escala para revenda. No entanto, há a expectativa de um crescimento gradativo nesse sentido.

“Essa uma ação que poderá contribuir com as empresas inclusive no pós-crise. Elas estão aprendendo mais sobre essa área e estão gostando”, afirma o presidente do Sindinova.

De acordo com ele, algumas vantagens já são sentidas, como a disponibilização geral de todos os modelos produzidos pelas fábricas e o contato direto com o consumidor. Assim, afirma Ronaldo Lacerda, pode-se ir fazendo modificações nos produtos de acordo com as ponderações dos clientes.

“Também temos formado grupos de empresas para fazer atualizações, passar informações e para que elas troquem soluções estratégicas entre si”, diz.

Expectativas – Olhando para frente, o presidente do Sindinova destaca que espera uma recuperação gradativa dos negócios da região. “Esperamos, até dezembro, faturar pelo menos 70% do que estávamos faturando em março”, pontua.

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