Produção da Samarco em 2025 cresce 55% e bate recorde desde a retomada das operações
A Samarco registrou, em 2025, uma produção de 15,1 milhões de toneladas (Mt) de pelotas e finos de minério de ferro, conforme prévia operacional divulgada nesta quinta-feira (29). O resultado superou em 55% o de 2024, quando foram produzidas 9,7 Mt. Somente no quarto trimestre, a empresa produziu 3,9 Mt, alta de 34% frente ao mesmo período do ano anterior.
O forte desempenho levou a joint venture da Vale com a BHP a alcançar o maior volume anual produzido desde que voltou a operar, em dezembro de 2020. A companhia ficou cinco anos sem ter atividades devido ao rompimento da barragem de Fundão, no Complexo de Germano, em Mariana, na região Central de Minas Gerais, em novembro de 2015.
Conforme a mineradora, o recorde refletiu a conclusão, no último mês de 2024, do “Momento 2” do plano de retomada operacional. Essa fase marcou a reativação da Usina de Beneficiamento 2 e a instalação do Sistema de Filtragem 2 no empreendimento localizado no Estado, somadas à reativação, em agosto do mesmo ano, da Usina de Pelotização 3, no Complexo de Ubu, que fica no Espírito Santo.
Após ter finalizado a segunda etapa, o potencial de produção anual da Samarco passou a ser de aproximadamente 15 Mt, o que representa 60% da capacidade instalada. A empresa aprovou recentemente R$ 13,8 bilhões em investimentos, o maior valor da história da companhia, em revitalização de plantas, ampliação de sistemas de filtragem e modernização de equipamentos para atingir 100% em Germano até 2028 e, na unidade capixaba, até 2029.
Com a performance do ano passado, a joint venture se consolidou como a terceira maior exportadora de pelotas no mercado transoceânico. Segundo a mineradora, as toneladas produzidas no período foram embarcadas em 140 navios pelo terminal portuário próprio, em Ubu, e enviadas para siderúrgicas em todos os continentes para a produção de aço.
Em nota, o presidente da Samarco, Rodrigo Vilela, classificou 2025 como um ano que reafirmou a capacidade da empresa de superar desafios, corrigir rotas e seguir evoluindo com responsabilidade. “Concluímos etapas estruturantes, dobramos nossa capacidade produtiva e avançamos de forma consistente e decisiva no processo de reparação”, destaca.
Avanços do Acordo de Reparação do Rio Doce
Entre a homologação do Acordo de Reparação do Rio Doce, em novembro de 2024, até dezembro de 2025, os valores destinados às ações de reparação e compensação pelo rompimento de Fundão totalizaram R$ 33,6 bilhões, segundo a Samarco. Foram R$ 22,8 bilhões em obrigações diretas da empresa, incluindo o pagamento de R$ 16,67 bilhões em indenizações para mais de 353 mil pessoas, e o restante repassado aos entes federativos.
Desde 2015, o montante desembolsado na reparação chegou a R$ 71,9 bilhões, o que inclui os R$ 38,3 bilhões executados pela extinta Fundação Renova, conforme a mineradora. O novo acordo foi assinado prevendo um valor global de R$ 170 bilhões ao longo de 20 anos.
Na frente ambiental, a companhia informou que avançou na recuperação do território. Foram alcançados 45,5 mil hectares (ha) cercados e protegidos em áreas de reflorestamento, 91% da meta, além da proteção de 4,3 mil nascentes, 86% da meta.
Para 2026, a Samarco disse que espera concluir ações nas frentes de indenizações, novos distritos e meio ambiente. Entre os avanços previstos estão: conclusão das portas indenizatórias e das seis obras no distrito de Novo Bento Rodrigues e continuidade das ações de recuperação de nascentes e de reflorestamento ao longo da Bacia do Rio Doce.
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