Passagens de ônibus em BH ficarão mais caras a partir de 1º de janeiro; veja os valores
A passagem de ônibus em Belo Horizonte vai ficar mais cara em 2026. A partir de 1º de janeiro, as tarifas terão reajuste de 8,7% ou R$ 0,50 no transporte público convencional e suplementar. O aumento, autorizado pela Superintendência de Mobilidade do Município (Sumob), foi publicado nesta terça-feira (30) no Diário Oficial do Município (DOM). Com isso, as passagens nos ônibus convencionais passarão de R$ 5,75 para R$ 6,25.
Já no caso das linhas circulares e alimentadoras, o valor da passagem passará de R$ 5,50 para R$ 6. Quanto aos veículos das linhas suplementares, o reajuste vai variar conforme o grupo. Entre as linhas do Grupo 1, o preço subirá de R$ 5,50 para R$ 6. No Grupo 2, a passagem passará de R$ 5,75 para R$ 6,25. Já no Grupo 3, o aumento será de R$ 2,75 para R$ 3.
A gratuidade no transporte público será mantida para as linhas que integram o serviço social, que atendem vilas e favelas de Belo Horizonte, assim como para aquelas que rodam aos domingos e feriados nacionais.
No caso do Serviço Integrado ao metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o texto determina a aplicação de tarifários específicos, conforme instrumento firmado entre o município e o sistema metroviário metropolitano.
Reajuste no táxi-lotação

A Sumob também publicou uma resolução tratando do reajuste de R$ 0,55 nas tarifas do Serviço de Táxi-Lotação na Capital. Assim como no caso do ônibus, a decisão entrará em vigor a partir do dia 1º de janeiro de 2026.
Dessa forma, o valor cobrado nas viagens realizadas no trajeto da avenida Afonso Pena passará de R$ 6,35 para R$ 6,90. Já aquelas realizadas na Avenida do Contorno passarão de R$ 6,05 para R$ 6,60.
O texto publicado no DOM ainda determina que as informações a respeito do valor definido deverão ser impressas em papel adesivo e mantidas no vidro traseiro lateral direito dos veículos.
Fiemg critica reajustes
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) emitiu uma nota manifestando preocupação com o reajuste das tarifas do transporte público anunciado para Belo Horizonte e Região Metropolitana.
Veja a nota na íntegra:
“A Fiemg considera que o ajuste determinado é excessivamente alto, tendo em vista a evolução de outros indicadores econômicos no período. Nos 12 meses até novembro de 2025, a inflação ao consumidor (IPCA) acumulou apenas 3,81% na região metropolitana de Belo Horizonte. Dessa forma, o reajuste das passagens é bem maior do que a alta geral do custo de vida na região.
O aumento das passagens também não se justifica pela evolução recente do preço do óleo diesel – um dos insumos produtivos mais importantes para as empresas de transporte coletivo. Ainda com base no IPCA da região metropolitana de Belo Horizonte, esse produto teve alta de apenas 1,61% nos 12 meses até novembro de 2025.
Além disso, o reajuste atual se soma a outras altas significativas em períodos recentes. Tomando como referência as linhas estruturais do transporte coletivo convencional, o reajuste desde meados de 2023 alcançará quase 40,0% no início do próximo ano.
Este aumento prejudica a mobilidade urbana e onera o orçamento de milhares de pessoas na região metropolitana de Belo Horizonte. Em particular, as pessoas de baixa renda, que dependem majoritariamente do transporte coletivo para suas atividades pessoais e profissionais, são as mais prejudicadas pelos reajustes.
Vale ressaltar que, no Brasil, o aumento do custo do transporte é arcado, em grande medida, pelos empregadores. Uma vez que existe um limite legal para o desconto do vale-transporte no salário do trabalhador, o reajuste das passagens representa um aumento de custo para as empresas. Esse aumento de custo, por sua vez, tende a ser repassado para os preços finais ou pode inviabilizar o funcionamento de algumas operações produtivas. Em ambos os casos, isso gera um custo econômico elevado para a sociedade, em termos de aumento da inflação e do desemprego.
Além disso, esse reajuste ocorre em um momento em que o setor produtivo já tem que lidar com outras medidas que elevam o custo de produção, como o aumento do salário mínimo para 2026 acima da inflação e a fixação da taxa Selic em 15,0%. Discute-se, ainda, a redução da jornada máxima de trabalho, de 44 para 36 horas semanais, sem redução proporcional da remuneração. Todas essas medidas, em conjunto, prejudicam o setor produtivo e, por consequência, trazem custos econômicos para toda a sociedade.
A Fiemg compreende a necessidade de reajustes periódicos do preço do transporte coletivo, de forma que os prestadores desse serviço possam arcar com aumentos de custo e investir na manutenção da frota de ônibus. No entanto, esses reajustes devem ser compatíveis com a evolução da economia e com a capacidade de pagamento das famílias e das empresas usuárias do serviço.”
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