Economia

Saldo de empresas abertas em Minas Gerais cresce 21%

De janeiro a novembro de 2025, saldo positivo chegou a 206.298 negócios no Estado
Saldo de empresas abertas em Minas Gerais cresce 21%
O comércio varejiista de vestuário lidera o número de negócios ativos em Minas | Foto: Diário do Comércio / Arquivo / Alisson J. Silva

Entre empresas abertas e fechadas no acumulado de janeiro a novembro de 2025, Minas Gerais registrou saldo positivo de 206.298 empreendimentos, conforme dados do Mapa de Empresas, do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp). Em relação ao mesmo período de 2024, o superávit subiu 21%.

O resultado foi consequência da criação de 501.309 empresas, o que representa uma alta interanual de 18,9%, e do encerramento das atividades de 295.011, crescimento de 17,5%. Com esses números, o Estado fechou o 11º mês do ano passado com mais de 2,6 milhões de empreendimentos ativos, dos quais 2,5 milhões são matrizes e 100,1 mil, filiais.

Para o economista e conselheiro de política econômica Stefan D’Amato, o saldo positivo indica um ambiente mais ágil para a formalização de novos negócios, fruto de avanços na simplificação administrativa e de políticas voltadas à abertura de empresas. Segundo ele, isso contribuiu para um aumento relevante no número de registros no ano, sobretudo nos setores de comércio e serviços, que são mais sensíveis às condições imediatas da economia.

Nesse contexto, cabe dizer que o tempo médio de abertura de empresas em Minas Gerais caiu de 28 horas, entre janeiro e novembro de 2024, para 21,4 horas no mesmo período de 2025. Também vale pontuar que o comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios liderou o ranking de negócios ativos por atividade econômica no Estado, com 116.682 estabelecimentos, seguido por cabeleireiros, manicure e pedicure, com 111.028.

Capacidade de expansão e sobrevivência dos negócios no médio prazo

D’Amato ressalta que o movimento positivo de abertura de empresas em Minas Gerais ocorre em um contexto de juros altos e avanço mais contido da demanda interna. Esses fatores limitam a capacidade de expansão e sobrevivência dos negócios no médio prazo.

“Parte expressiva das novas aberturas está concentrada em pequenos empreendimentos, muitos deles com margens reduzidas e baixa capacidade de investimento, o que ajuda a explicar também o aumento nos encerramentos de atividades no período”, pontua.

O economista diz que, embora os dados sejam positivos e sinalizem dinamismo, o principal desafio para frente é consolidar o movimento, criando condições para que as empresas ganhem escala, produtividade e capacidade de gerar empregos de melhor qualidade.

“Isso passa por políticas que articulem um ambiente regulatório eficiente com crédito, investimento, inovação e desenvolvimento regional, para que esse saldo positivo se traduza em crescimento econômico mais sustentável para Minas Gerais”, analisa.

Estado foi o segundo com mais empresas abertas

Com as mais de 500 mil empresas abertas no acumulado de janeiro a novembro de 2025, Minas Gerais ficou na segunda posição no ranking de unidades federativas, atrás somente de São Paulo, que registrou a abertura de quase 1,4 milhão de empreendimentos.

O desempenho do Estado foi puxado por Belo Horizonte, onde 92.227 negócios foram criados. Após a Capital, vieram Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com 29.089; Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), com 21.586; Juiz de Fora, na Zona da Mata, com 15.737; e Betim, também na RMBH, com 15.737, no top cinco de municípios.

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