Samarco investe em inovação para solucionar desafios ambientais e gerar valor

Mineradora amplia uso de coprodutos e avança em projetos de economia circular e descarbonização
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Samarco investe em inovação para solucionar desafios ambientais e gerar valor
AVANÇO. Mais de 18 toneladas de rejeito arenoso foram usadas na descaracterização da Barragem do Germano até agosto de 2025 FOTO: DIVULGAÇÃO / SAMARCO

A inovação faz parte da identidade da Samarco e tem sido um dos norteadores da sua atuação desde a fundação. A empresa investe tanto em pesquisas e parcerias com o ecossistema quanto no desenvolvimento e estímulo de suas equipes para endereçar demandas atuais e futuras do negócio e da sociedade, a exemplo de iniciativas voltadas à segurança, ao aproveitamento de rejeitos e ao compromisso com a economia circular e a descarbonização.

Com 48 anos de história, a mineradora acumula pioneirismos que transformaram o setor. Foi a primeira no País a produzir pelotas com alto teor de ferro a partir de minério de baixo teor em escala industrial e precursora na operação com transporte via mineroduto uma solução logística inovadora e de menor impacto. Com o passar do tempo, essa história passou a formar também a base de uma nova fase de crescimento da Samarco, pautada pela eficiência, pela segurança e pela responsabilidade ambiental.

Hoje, esse movimento se traduz em uma estratégia estruturada, que abrange três linhas complementares: inovação incremental, transformacional e disruptiva, aplicada em toda a cadeia produtiva, consolidando um modelo de mineraçãodiferente, mais seguro e voltado à geração de valor compartilhado.

“Inovação não é apenas uma diretriz estratégica. É parte da nossa identidade, um traço profundamente enraizado na Samarco”, define o gerente-geral de Estratégia, Planejamento, Inovação e TI da companhia, Thiago Marchezi.

“A inovação está presente em nossas operações e nas áreas administrativas, e torna-se visível e tangível pela forma como gerenciamos e direcionamos os desafios de nossos processos produtivos, como trabalhamos com nossos rejeitos e na adoção de inteligência artificial e automação ao longo de toda cadeia. Faz parte da estratégia da Samarco para assegurar operações mais eficientes e sustentáveis, reduzir impactos ambientais e ampliar a segurança para nossos públicos, um valor inegociável para a empresa”, completa.

Isso porque a Samarco acredita que a inovação impulsiona a evolução da empresa não somente em relação a novas tecnologias, mas também em processos, produtos e modelos de gestão e de negócio. Assim, é praticada por meio da colaboração entre pessoas, equipes e agentes externos, como forma de acelerar e potencializar resultados. Tanto que se torna mensurável.

Rejeitos viram soluções sustentáveis – Um dos exemplos mais expressivos é o reaproveitamento de rejeitos, que já resultou na aplicação de 18 milhões de toneladas de material arenoso nas obras de descaracterização da Barragem e da Cava do Germano, até agosto de 2025. O processo torna o descomissionamento das estruturas mais sustentável e aumenta a vida útil das áreas de disposição.

Outra iniciativa é a Estrada da Purificação, construída entre Ouro Preto e Mariana (MG) com blocos contendo 33% de rejeito da Samarco. O projeto, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e a Unidade Embrapii em Mineração Sustentável, alia inovação aberta e benefício direto às comunidades do entorno.

“O reaproveitamento de rejeitos é uma das frentes mais relevantes, com resultados concretos que refletem nosso compromisso com uma mineração diferente, mais segura e sustentável. Temos, junto com parceiros do ecossistema de inovação, desenvolvido soluções inovadoras para destinação segura e aproveitamento dos rejeitos gerados em nosso processo produtivo. O empilhamento a seco é um desses projetos inovadores e relevantes. Ele busca dispor os rejeitos de forma segura e desenvolver tecnologias para filtragem e disposição dos rejeitos em pilhas”, destaca.

Marchezi explica que apesar de a filtragem de rejeitos não ser uma tecnologia nova, sua aplicação para ultrafinos, típicos do beneficiamento de minérios de baixo teor e em grandes escalas, como no caso da Samarco, possui desafios técnicos e de negócio, tendo sempre a segurança como fator inegociável.

Outro avanço é o uso de resíduos de lavra de mármore na produção de pelotas de minério de ferro, substituindo parcialmente o calcário. A prática, iniciada em 2023, faz da Samarco a primeira empresa do Brasil a adotar essa tecnologia. Desde então, 387 mil toneladas de resíduos deixaram de ser descartadas na natureza e passaram a ser utilizadas como
coproduto industrial, representando 69% dos fundentes empregados na pelotização.

“Os ganhos são múltiplos. Em termos de sustentabilidade, contribuímos diretamente para a economia
circular ao reaproveitar um resíduo que, de outra forma, seria descartado no meio ambiente. Isso reduz significativamente o impacto ambiental da produção de rochas ornamentais nas comunidades vizinhas. Além disso, há benefícios operacionais importantes: redução na emissão de dióxido de carbono, menor consumo de combustível e melhorias na qualidade das pelotas produzidas”.

Ou seja, a iniciativa também fortalece a conexão entre inovação e sustentabilidade, pilares que orientam a estratégia da Samarco. Para se ter uma ideia, em 2024, a empresa destinou R$ 28 milhões a projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) voltados à eficiência operacional, redução de impactos e aproveitamento de rejeitos e estéreis.

Por isso, para o executivo, este é um exemplo concreto de como a integração entre setores pode gerar valor compartilhado. “Além de reduzir emissões de dióxido de carbono e o consumo de combustível, o processo melhora a qualidade das pelotas e estimula a economia circular”,
reforça.

CIRCULARIDADE. Rejeito da lavra de mármore é usado na produção de pelotas de minério de ferro FOTO: DIVULGAÇÃO / SAMARCO

Parcerias que aceleram a transformação

A inovação aberta é outro eixo da estratégia da inovação da Samarco. A companhia mantém parcerias com hubs de inovação, universidades, startups e instituições de ciência e tecnologia, que atuam como aceleradores de soluções com impacto real para o setor e para a sociedade. Entre os principais parceiros estão o Mining Hub – do qual a mineradora é fundadora -, o Findeslab e o Base27, ambos no Espírito Santo, e a Rede Embrapii. Esses ecossistemas funcionam como plataformas de cocriação, nas quais desafios reais da mineração são transformados em oportunidades de inovação.

O Portal Parceiros de Inovação, lançado recentemente, centraliza o recebimento de propostas de fornecedores e instituições interessados em apresentar soluções inovadoras. Em apenas três meses, o portal recebeu mais de 60 interações. Conforme o gerente-geral de Estratégia, Planejamento, Inovação e TI da companhia, Thiago Marchezi, o canal permite uma gestão mais ágil, transparente e estruturada das iniciativas, fortalecendo o relacionamento com potenciais parceiros e ampliando nossa capacidade de resposta aos desafios do setor.

“Mais do que buscar soluções tecnológicas, queremos criar conexões de valor. A inovação aberta é uma forma de transformar desafios complexos em oportunidades de impacto”, diz Marchezi.

Um dos exemplos é o projeto de saneamento descentralizado em Camargos (Mariana), desenvolvido com a startup Lia Marinha por meio do Mining Hub. A iniciativa demonstra como a inovação pode gerar benefícios diretos às comunidades, aliando sustentabilidade, inclusão e eficiência.

Economia de baixo carbono e transição energética – Entre o presente e o futuro, a Samarco está comprometida com a construção de uma mineração cada vez mais segura, eficiente e alinhada à transição energética global. Por isso, a descarbonização também está no centro das ações. A empresa é uma das patrocinadoras do projeto Zero-Carbon Mining, iniciativa do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) em parceria com o Governo Britânico no Brasil e com o Mining Hub, voltada à identificação de rotas tecnológicas de descarbonização do setor.

A meta da companhia é zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050. Para isso, investe na substituição gradual da matriz energética de suas operações. Uma das frentes implementou o uso de bio-óleo nas usinas de pelotização 3 e 4 do Complexo de Ubu (ES). O projeto evitou a emissão de 950 toneladas de CO₂ em 2024, com potencial de chegar a 18 mil toneladas anuais.

Além disso, a Samarco avança em iniciativas de inteligência artificial, automação e sensores inteligentes para aumentar a segurança operacional e reduzir riscos ambientais. “Nosso compromisso é evoluir para uma mineração regenerativa, que não apenas extrai valor, mas o devolve à sociedade e ao planeta”, afirma Marchezi.

Por fim, o executivo reforça que por trás de cada projeto está uma cultura organizacional voltada à aprendizagem, à colaboração e ao protagonismo. “Pesquisa, desenvolvimento e
inovação são feitos com pessoas. É isso que mantém viva a nossa cultura e o propósito de fazer uma mineração diferente”, conclui.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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