Economia

Com aporte de R$ 125 mi, Santa Casa BH avança na restauração do prédio; veja cronograma de obras

As obras foram viabilizadas por meio da Lei Rouanet e contam com o apoio de empresas do Conselho Estratégico da Fiemg
Atualizado em 11 de março de 2026 • 16:54
Com aporte de R$ 125 mi, Santa Casa BH avança na restauração do prédio; veja cronograma de obras
Da esquerda para a direita: o provedor da Santa Casa BH, Roberto Otto, e o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe | Fotos: Diário do Comércio/ Leonardo Leão

A Santa Casa BH apresentou, na manhã desta quarta-feira (11), os avanços das obras de restauração da fachada do hospital. A estimativa inicial é de cerca de R$ 125 milhões em investimentos nas quatro etapas dos trabalhos e no projeto luminotécnico. Na primeira fase, que contempla a fachada frontal do imóvel e já está quase concluída, foram destinados cerca de R$ 9 milhões.

As obras foram viabilizadas por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/1991), conhecida como Lei Rouanet, e contam com o apoio de empresas que integram o Conselho Estratégico da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), mobilizadas pela entidade para contribuir com a preservação do patrimônio histórico da instituição.

A captação via incentivo federal reforça o caráter cultural e histórico do projeto, além de reconhecer o valor arquitetônico do prédio para a cidade de Belo Horizonte. O uso da Lei Rouanet também possibilita a preservação dos recursos assistenciais destinados à aquisição de medicamentos, equipamentos, custeio e atendimento à população.

Durante o evento de apresentação do projeto de restauração, o provedor da Santa Casa BH, Roberto Otto, relatou que a primeira fase já está quase concluída e que a segunda já foi iniciada. “A previsão é de que a fachada voltada para a avenida Francisco Sales fique pronta até outubro e, então, iniciaremos a terceira etapa”, acrescentou.

Ele também ressaltou que o projeto envolve todo o quarteirão ocupado pelo hospital, incluindo a instalação de uma estrutura metálica na parte de trás do imóvel. Quanto ao investimento previsto, Otto esclareceu que o valor gasto deve aumentar, já que as duas últimas etapas ainda estão em fase de orçamentação: “Essas são as etapas que deverão consumir mais recursos, devido à estrutura metálica”.

No entanto, o provedor acredita que, com o apoio das empresas, será possível entregar as três primeiras fases das obras até outubro deste ano. A previsão é que a entrega da quarta etapa e do projeto luminotécnico, que envolvem a reformulação de todo o quarteirão, ocorra nos próximos quatro anos.

Projeto pensado para o futuro da Santa Casa BH

Santa Casa BH
Foto: Divulgação Helbert Silva

Otto destacou que a importância da iniciativa vai muito além da parte estética do prédio, considerado um patrimônio histórico e cultural da capital mineira. Segundo ele, essas intervenções também contribuem para que o hospital siga operando nas próximas décadas, resolvendo problemas logísticos e de adequação à legislação vigente para a medicina moderna.

“O prédio é de 1946, e a reforma irá garantir que ele continue atendendo a população pelos próximos 100 anos. Esse é o maior significado desse projeto”, declarou.

O provedor pontuou que o hospital Santa Casa BH é um dos mais bem equipados do Brasil, mas sofre com alguns problemas estruturais. A estrutura metálica, que será acoplada à edificação existente, servirá como uma área técnica de apoio para superar as limitações do espaço interno e da oferta de elevadores disponíveis para uso.

Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, destacou a necessidade de realizar esse tipo de ação, uma vez que o hospital é o destino de milhares de pacientes mineiros. Ele ainda ressaltou o engajamento dos industriais, com destaque para as mineradoras: “Várias empresas atenderam ao nosso pedido e foram muito sensíveis à Santa Casa”.

Roscoe também mencionou a importância da credibilidade da atual gestão do hospital para a captação de recursos para essas intervenções. O dirigente explicou que uma boa administração dos recursos faz com que os benefícios se multipliquem.

“Temos que alocar recursos onde eles são bem geridos, e eu fico muito confortável em defender, junto aos nossos pares, a ideia de que devemos aportar recursos na Santa Casa e priorizar este projeto entre os demais que apoiamos”, concluiu.

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