Economia

Sigma Lithium conclui primeira venda de finos de lítio produzidos no Vale do Jequitinhonha

Negócio deve gerar receita líquida de cerca de US$ 11 milhões, mas empresa não revelou comprador do material, produzido no complexo Grota do Cirilo, entre Araçuaí e Itinga
Sigma Lithium conclui primeira venda de finos de lítio produzidos no Vale do Jequitinhonha
Sigma mantém processo de remobilização do complexo minerário | Foto: Divulgação Sigma Lithium

A Sigma Lithium concluiu a primeira venda de finos de lítio de alta pureza. A transação deve gerar receitas líquidas de cerca de US$ 11 milhões, informou a empresa nesta terça-feira (13), sem revelar o comprador do material, produzido no complexo industrial Grota do Cirilo, localizado entre Araçuaí e Itinga, na região do Vale do Jequitinhonha.

Foram negociadas 100 mil toneladas, armazenadas no Porto de Vitória, no Espírito Santo, a preços de mercado – com base no índice da Shanghai Metals Market (SMM). O valor foi equivalente a um preço final líquido ajustado de US$ 125 por tonelada (t), que é o preço SMM para material com teor de óxido de lítio entre 1,2% e 1,5% – atualmente cotado entre US$ 150/t e US$ 230/t, de acordo com a companhia.

“A empresa dispõe de mais 850 mil toneladas de finos de lítio de alta pureza para venda em sua planta”, destacou a Sigma em comunicado. “Esse material foi produzido durante 2024 e 2025 pela tecnologia ambiental de ponta da Sigma Lithium, que consiste no empilhamento a seco de finos de lítio úmidos gerados em sua Planta Industrial Greentech 1, reutilizando 100% da água consumida no processo”, esclareceu.

Avanço na retomada das operações de mineração

A Sigma também atualizou as informações sobre a volta das atividades de mineração. O plano de remobilização na Mina 1, como parte de uma reestruturação completa dessas operações no quarto trimestre de 2025, está avançando. A remobilização de pessoal e de equipamentos menores continua e deve ser concluída ainda neste mês.

A empresa prevê que a aquisição de equipamentos de grande porte, combinada com a terceirização de equipamentos menores, quase triplique a capacidade anterior de mineração e movimentação de terra. Projeções de produção para este ano serão divulgadas assim que a retomada atingir um estado estável ao longo deste trimestre, conforme a companhia.

As operações de mineração foram reiniciadas por volta de novembro do ano passado. As atividades haviam sido suspensas em setembro, quando a Sigma Lithium e a Fagundes Construção e Mineração, que prestava serviços para o complexo, romperam contrato.

A reestruturação da mina foi executada em fases: arrendamento de equipamentos de mineração de grande porte e subcontratação de pessoal (motoristas e operadores) e equipamentos de pequeno porte. A liderança técnica da empresa assumiu a responsabilidade por dirigir e controlar as detonações e perfurações, enquanto duas empresas subcontratadas líderes têm a função de executar as atividades (nível de pessoal operacional).

Contrato de capital de giro e ex-ministra nomeada como membro do Conselho

A Sigma Lithium ainda destacou outros dois assuntos no comunicado. O primeiro foi que fechou um acordo com um importante cliente, também sem nome revelado, visando fornecer capital de giro à empresa durante este ano.

“O acordo prevê o fornecimento de capital de giro com base nas vendas mensais a preços de mercado à vista, totalizando 70.500 toneladas (até o final de 2026). A primeira parcela do financiamento, no valor de US$ 5 milhões, já foi concluída”, afirmou.

Já o segundo tema foi a nomeação de Kátia Abreu como a nova integrante do Conselho de Administração da companhia. A ex-ministra da Agricultura e uma das líderes e empreendedoras mais proeminentes do agronegócio brasileiro vai substituir Eugenio de Zagottis, que está se desligando para se concentrar em suas outras atividades comerciais.

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