Taxa de condomínio sobe 17% em BH e chega a R$ 752, aponta Loft
A taxa média de condomínio em Belo Horizonte subiu 17% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2025, a terceira maior variação entre as oito capitais analisadas em levantamento da Loft. Já o valor médio mensal na capital mineira chegou a R$ 752 no último mês, o quarto maior do estudo.
O avanço observado no mercado belo-horizontino fica atrás apenas do registrado em Curitiba e São Paulo, com 25% e 22%, respectivamente. O preço médio praticado na capital mineira só perde para o Top 3, formado pelas cidades do Rio de Janeiro (R$ 948), São Paulo (R$ 928) e Florianópolis (R$ 754).
O gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi, destaca que o condomínio é um custo fixo que pesa cada vez mais no orçamento das famílias e reflete tanto a estrutura dos prédios quanto o perfil dos imóveis. “Em Belo Horizonte, a pressão é maior em bairros com apartamentos amplos e edifícios mais completos”, afirma.
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De acordo com a pesquisa, as altas mais intensas aparecem em bairros onde o valor absoluto ainda é mais baixo, muitas vezes fora do núcleo tradicional de alto padrão. O principal destaque foi o bairro Santa Amélia, na região da Pampulha, com variação de 100% no período analisado. Em seguida aparecem os bairros Ouro Preto (80%), também na Pampulha, e Nova Suíssa (55%), na região Oeste da capital mineira.
No entanto, bairros valorizados como Belvedere (28%), São Pedro (27%), Sion (25%), Anchieta (20%) e Lourdes (19%), todos na região Centro-Sul, também aparecem entre os maiores crescimentos. Isso indica que o aumento do condomínio na Capital foi relativamente disseminado, atingindo diferentes regiões e perfis de imóveis.
Takahashi explica que, no caso de bairros com valores mais baixos na largada, pequenas mudanças na composição dos anúncios, como a entrada de prédios novos ou condomínios com mais infraestrutura, podem elevar rapidamente o preço médio.
Os condomínios mais caros de Belo Horizonte

O levantamento da Loft ainda demonstra que os maiores valores de condomínio em Belo Horizonte se concentram principalmente na região Centro-Sul da cidade, tradicional área de imóveis de alto padrão. Os oito bairros com os valores mais elevados estão localizados nessa região.
Esse grupo combina tíquetes médios elevados, imóveis de maior metragem e condomínios com mais serviços e áreas comuns, o que se reflete em custos mensais mais altos.
“No Belvedere, por exemplo, o condomínio elevado acompanha imóveis com tíquete médio de R$ 3,7 milhões e área média acima de 300 metros quadrados (m²), o que naturalmente encarece a manutenção”, explica.
Ao todo, 12 bairros apresentaram taxas superiores à média da capital mineira. O ranking é liderado pelo Belvedere, com taxa média de R$ 2,3 mil em janeiro deste ano, seguido pelo bairro Funcionários (R$ 1,2 mil). Já Lourdes e Savassi aparecem empatados, com R$ 1,1 mil cada.
Confira os bairros com os condomínios mais caros de Belo Horizonte:
- Belvedere (R$ 2,3 mil);
- Funcionários (R$ 1,2 mil);
- Lourdes (R$ 1,1 mil);
- Savassi (R$ 1,1 mil);
- Sion (R$ 1 mil);
- Santo Agostinho (R$ 1 mil);
- Luxemburgo (R$ 1 mil);
- Santa Lúcia (R$ 950);
- Gutierrez (R$ 832);
- Buritis (R$ 800);
- Serra (R$ 800);
- Anchieta (R$ 780).
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