Economia

Tomate dobra de preço em janeiro de 2026 e atinge R$ 6,00/kg em Belo Horizonte

Alta mensal alcança 118% na comparação com dezembro; clima e variação na oferta explicam oscilação, segundo a CeasaMinas
Tomate dobra de preço em janeiro de 2026 e atinge R$ 6,00/kg em Belo Horizonte
Foto Alisson J. Silva

O preço do tomate registrou forte alta no início de 2026 em Belo Horizonte. Dados da Central de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas) mostram que o preço do quilo passou de R$ 4,50 em janeiro de 2025 para R$ 6,00 em janeiro de 2026, um aumento de 33%.

A discrepância entre o preço da fruta fica ainda maior quando comparada ao mês de dezembro de 2025. No fim do ano, o produto era vendido a R$ 2,75. Já em janeiro deste ano, o valor médio chegou a R$ 6,00, o que representa aumento de 118%.

Segundo o chefe da seção de informações de mercado da CeasaMinas, Ricardo Fernandes, a diminuição da oferta da fruta impactou diretamente no preço. Em janeiro de 2026, a central recebeu 6.645 toneladas de tomate. No mesmo mês em 2025, o volume foi de 7.248 toneladas. Já em dezembro de 2025, a entrada havia sido maior, com 7.898 toneladas.

O chefe da seção de informações aponta que a baixa oferta foi causada por fatores variados. “Os problemas que culminaram na perda de produtividade entre os dois anos foram as chuvas intensas, as altas temperaturas e a umidade excessiva. São aspectos que contribuíram para reduzir o volume ofertado, principalmente daquele produto de boa qualidade”, comenta.

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) corroboram a análise do Ceasa Minas e apontam aumento de 49,29% no preço do tomate em janeiro de 2026 frente a dezembro de 2025 em Belo Horizonte. Conforme a entidade, no acumulado de 12 meses, a alta é de 16,2%.

Dezembro 2025 e janeiro 2026

Já na comparação entre dezembro e janeiro, o técnico ressalta que houve uma base de preços muito baixa no fim de 2025. “Em dezembro e janeiro houve um volume muito grande de produto com o preço muito baixo”, diz Martins.

De acordo com ele, a cultura do tomate responde rapidamente às variações climáticas, o que provoca movimentos bruscos de oferta. Conforme o especialista, a temperatura média ideal para o plantio gira em torno de 28 °C, preferencialmente com noites mais amenas. Fora desse padrão, a produtividade tende a cair e, consequentemente, os preços sobem.

Alívio em fevereiro

Apesar da alta em janeiro, a previsão é que o preço do tomate diminua em fevereiro. “A condição climática tem dado uma amenizada. O tempo melhora um pouquinho e cresce a oferta”. Martins explica que, agora, no mês de fevereiro o preço do tomate já está quase pela metade do que foi negociado em janeiro.

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