Economia

UFMG conclui primeira fase do Centro Nacional de Vacinas; investimento total é de R$ 80 milhões

Complexo em construção no BH-Tec vai integrar pesquisa, desenvolvimento e produção piloto de imunizantes; inauguração está prevista para 2027
UFMG conclui primeira fase do Centro Nacional de Vacinas; investimento total é de R$ 80 milhões
À direita: Centro Nacional de Vaconas em construção | Diário do Comércio/ Juliana Sodré | À esquerda: Reprodução Adobe Stock

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apresentou, na manhã desta segunda-feira (16), a conclusão da primeira fase do Centro Nacional de Vacinas, que está sendo construído no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec).

Toda a obra conta com investimento de R$ 80 milhões, sendo R$ 50 milhões oriundos de recursos federais, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, e R$ 30 milhões do governo de Minas Gerais.

O complexo vai integrar pesquisa, desenvolvimento e produção piloto de imunizantes em uma infraestrutura inédita no País. A inauguração está prevista para 2027.

Primeira fase centro nacional de vacinas UFMG
Centro Nacional de Vacinas em construção | Foto: Diário do Comércio/ Juliana Sodré

O marco da obra coincide com outra data simbólica: os 10 anos do Centro Nacional de Vacinas (CTVacinas), responsável por iniciativas pioneiras como a SpiN-TEC, primeira vacina integralmente concebida no Brasil a chegar à etapa de testes clínicos em humanos.

A consolidação do CTVacinas representa um movimento estratégico para ampliar a capacidade brasileira de desenvolver imunizantes e tecnologias em saúde dentro do próprio País.

Presente na inauguração, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou a importância da UFMG para o cenário nacional de pesquisa e desenvolvimento.

Inauguração do Centro Nacional de Vacinas
Inauguração do Centro Nacional de Vacinas | Foto: Diário do Comércio/ Juliana Sodré

“Celebrar estes dois marcos é uma alegria, um momento que nos enche de orgulho. É a inteligência brasileira que se apresenta com força. São dois marcos que simbolizam não só o presente, mas principalmente o futuro da ciência brasileira. Ele se consolida como um centro estratégico para o País, que fortalece nossa capacidade científica e tecnológica em uma área essencial para o nosso desenvolvimento e para o cuidado com o nosso povo”, afirmou a ministra.

Para ela, o Centro Nacional de Vacinas representa um novo patamar para a ciência brasileira, ao integrar pesquisa, desenvolvimento e produção piloto de imunizantes, transformando conhecimentos científicos em soluções concretas para a saúde pública: “É por acreditar que podemos construir com inteligência nacional nossos próprios caminhos que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação está investindo neste centro”.

Estruturas concluídas

Nesta primeira etapa, foi construída toda a base estrutural do complexo científico, incluindo dois blocos principais: o edifício dedicado à pesquisa e desenvolvimento e a planta piloto destinada à produção de lotes clínicos de vacina.

O próximo passo do projeto será a instalação da infraestrutura tecnológica, equipando os espaços com equipamentos laboratoriais e as instalações necessárias para o funcionamento do CTVacinas.

A previsão é que os primeiros laboratórios estejam completamente instalados até o fim deste ano, para que, em 2027, entrem em pleno funcionamento, com equipes já trabalhando nesses espaços.

Estrutura inédita

Enquanto o prédio dedicado à pesquisa e desenvolvimento replica modelos já existentes em instituições científicas brasileiras, a planta de produção de lotes clínicos representa um avanço inédito no País.

“O prédio de pesquisa e desenvolvimento terá estruturas semelhantes às que vemos em instituições como o Instituto Butantan e a Fiocruz. Mas a planta destinada à produção de lotes clínicos é algo realmente único no Brasil”, explicou a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida.

A estrutura foi projetada para produzir imunizantes ainda em fase experimental. “Ela permitirá fabricar vacinas que ainda não foram aprovadas pela Anvisa, ou seja, imunizantes que estão na fase de testes clínicos. Até hoje, no Brasil, a produção desses lotes costuma ser feita no exterior”, completou.

Com isso, pesquisadores brasileiros poderão acelerar o desenvolvimento de novos imunizantes e reduzir etapas logísticas do processo científico.

“Essa estrutura vai permitir não só avançar mais rapidamente com os projetos do CTVacinas, mas também apoiar pesquisas conduzidas por cientistas de todo o País”, concluiu.

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