Vendas no varejo brasileiro têm maior queda do ano em dezembro

Ainda assim, as vendas varejistas assim fecharam 2023 em aceleração

7 de fevereiro de 2024 às 10h30

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo Diário do Comércio

São Paulo – As vendas varejistas no Brasil tiveram em dezembro a maior queda em um ano e bem acima do esperado apesar da temporada de Natal, mas ainda assim fecharam 2023 em aceleração.

Em dezembro as vendas tiveram queda de 1,3% na comparação com o mês anterior, marcando o recuo mais acentuado desde dezembro de 2022 (-1,9%).

A leitura divulgada nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda foi bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de retração de 0,2%.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas apresentaram alta de 1,3%, contra expectativa de avanço de 2,9%.

Com isso, o setor fechou 2023 com aumento acumulado no volume de vendas de 1,7%, uma melhora em relação à taxa de 1,0% de 2022 e a mais alta desde 2019 (+1,8%).

O varejo brasileiro, no entanto, passou o ano passado sem conseguir apresentar grande ímpeto, rondando a estabilidade na maioria dos meses.

De um lado o mercado de trabalho aquecido e a inflação em baixa favoreceram as vendas, mas de outro pesaram os juros elevados, que restringe o crédito.

Entre as oito atividades pesquisadas, seis apresentaram desempenho negativo em dezembro na comparação com o mês anterior, com destaque para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-13,1%), móveis e eletrodomésticos (-7,0%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,8%).

Cristiano Santos, gerente da pesquisa, avalia que esse desempenho se dá por conta da Black Friday, em novembro.

“As pessoas atrasam as compras de outubro e adiantam as de dezembro por causa desse período”, disse ele.

Os dois grupos que tiveram taxa positiva no mês foram combustíveis e lubrificantes (1,5%) e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%).

O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, teve queda de 1,1% nas vendas em dezembro, mas fechou 2023 com alta acumulada de 2,4%.

No ano como um todo, sete das onze atividades pesquisadas no âmbito do varejo ampliado fecharam o ano no campo positivo.

Os maiores resultados foram registrados por veículos e motos, partes e peças (8,1%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,7%), combustíveis e lubrificantes (3,9%), e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,7%).

“O crescimento em Veículos e motos, partes e peças representa uma retomada do setor, que passou um tempo com poucas receitas, principalmente depois da pandemia. O setor observou uma queda muito grande e uma recuperação muito lenta após vários fechamentos nos anos anteriores”, disse o gerente da pesquisa.

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