Belo Horizonte sediará o 1º Encontro Estadual de Fibromialgia para debater saúde, direitos e inclusão

Local: Auditório JK – Cidade Administrativa de Minas Gerais – Belo Horizonte
Ingresso Gratuito
Informações do evento:
Evento gratuito reunirá especialistas, profissionais da saúde, representantes do poder público e pessoas com fibromialgia no dia 22 de julho, na Cidade Administrativa
Belo Horizonte será palco de um importante debate sobre saúde, inclusão e garantia de direitos das pessoas com fibromialgia. No dia 22 de julho, das 9h às 15h, será realizado o 1º Encontro Estadual de Fibromialgia: Saúde, Direitos e Inclusão, no Auditório JK da Cidade Administrativa de Minas Gerais. Gratuito e com vagas limitadas, o evento já está com inscrições abertas e pretende reunir especialistas, profissionais da saúde, representantes do poder público, entidades da sociedade civil, pacientes e familiares para discutir os principais desafios relacionados ao diagnóstico, tratamento e qualidade de vida de quem convive com a condição.
A programação contará com palestras e debates sobre assistência à saúde, reabilitação, saúde mental, direitos das pessoas com fibromialgia e inclusão social. Além da troca de conhecimento entre especialistas e participantes, o encontro busca fortalecer as políticas públicas voltadas à população acometida pela doença e ampliar o acesso a informações qualificadas.
Entre os convidados confirmados estão Dr. Maurício Leite, ortopedista e cirurgião; Dr. Boris Afonso Cruz, reumatologista; Dr. Luis Renato Braga Arêas Pinheiro, coordenador estratégico de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência da Defensoria Pública de Minas Gerais; Dr. Nivaldo Vanni, cirurgião-dentista; Samia Buitrago, gerente das Unidades Ambulatoriais Especializadas; Dra. Renata Cobra, psicanalista e embaixadora da Fibromialgia; Ariana Pereira Lima, fisioterapeuta; e Josiane Carvalho Pardim, convidada especial.
O encontro acontece em um momento em que a fibromialgia ganha ainda mais visibilidade nacional. Além de integrar o enredo de uma novela, a condição passou a ter um novo reconhecimento legal no Brasil. A Lei nº 15.176/2025 passou a reconhecer as pessoas com fibromialgia como pessoas com deficiência (PcD), desde que atendidos os critérios estabelecidos em avaliação biopsicossocial, ampliando o debate sobre acesso a direitos, inclusão e políticas públicas.
Uma condição que afeta milhões de brasileiros
A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dor difusa nos músculos, tendões e ligamentos, acompanhada por aumento da sensibilidade ao toque e à pressão. Segundo o Ministério da Saúde, a condição atinge cerca de 2% a 3% da população brasileira, sendo mais frequente entre mulheres de 30 a 50 anos.
“Convivo com a fibromialgia há mais de 20 anos e sei, na prática, o quanto o diagnóstico tardio, a dor constante e a falta de informação tornam essa jornada ainda mais difícil. Houve momentos em que a doença me impediu até de sair da cama. Por isso, o 1º Encontro Estadual de Fibromialgia: Saúde, Direitos e Inclusão é tão importante. Além de promover informação de qualidade e acolhimento, o evento fortalece a luta por mais reconhecimento, acesso ao tratamento e garantia de direitos para milhares de pessoas que convivem diariamente com essa condição”, relata Renata Cobra, psicanalista e embaixadora da Fibromialgia.
Embora suas causas ainda não sejam completamente conhecidas, especialistas apontam que fatores genéticos, traumas físicos ou emocionais, infecções e alterações no processamento da dor pelo sistema nervoso podem estar relacionados ao desenvolvimento da doença.
De acordo com o ortopedista Dr. Maurício Leite, o diagnóstico é essencialmente clínico. “O paciente geralmente apresenta dor generalizada, fadiga persistente, indisposição, alterações do sono, ansiedade e dificuldade para realizar atividades do dia a dia. Não existe um exame específico para confirmar a fibromialgia. O diagnóstico é feito após avaliação médica e exclusão de outras doenças que apresentam sintomas semelhantes, como algumas doenças reumatológicas”, explica.
Tratamento multidisciplinar melhora a qualidade de vida
Embora ainda não exista cura, a fibromialgia pode ser controlada com acompanhamento adequado e uma abordagem multidisciplinar. O tratamento costuma envolver acompanhamento médico, fisioterapia, prática regular de exercícios físicos, terapia psicológica, melhora da qualidade do sono e adoção de hábitos saudáveis. Em alguns casos, também podem ser indicados medicamentos e suplementos, conforme a avaliação clínica.
Segundo Dr. Maurício, o diagnóstico precoce é um dos principais aliados para evitar o agravamento dos sintomas e preservar a qualidade de vida. “Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de controlar os sintomas, reduzir as limitações e proporcionar mais bem-estar ao paciente”, destaca.
Ao reunir especialistas de diferentes áreas, representantes do poder público e pessoas que convivem diariamente com a fibromialgia, o 1º Encontro Estadual de Fibromialgia pretende ampliar o conhecimento da sociedade sobre a condição, fortalecer a rede de apoio aos pacientes e contribuir para a construção de políticas públicas cada vez mais inclusivas e eficazes.
Eventos nesta semana
Entre os dias 12/07/2026 e 18/07/2026