C6 Bank tem lucro líquido de R$ 2,46 bi em 2025, com expansão de 49% na carteira de crédito
O C6 Bank reportou nesta terça-feira (3) lucro líquido de R$ 2,46 bilhões em 2025, crescimento de 8,5% em relação a 2024, enquanto o presidente-executivo do banco, Marcelo Kalim, afirmou estar muito otimista para o resultado de 2026.
De acordo com o CEO, o C6, que tem como sócio o gigante norte-americano JPMorgan Chase, deve mostrar números bastante semelhantes aos de 2025, “com mais conforto” e de forma mais previsível do que nos últimos anos.
“Nós estamos bastante otimistas com o lucro esse ano”, afirmou em entrevista à Reuters.
Ele destacou que o tamanho da carteira de crédito, que cresceu 49% no ano passado, atingindo R$ 89,3 bilhões, “dá bastante tranquilidade”, com o banco também começando o ano com um nível alto de receita e rentabilidade.
Kalim ponderou que a carteira pode não mostrar um crescimento na faixa dos 50% em 2026, como em 2025, mas ressaltou que, em termos nominais, deve mostrar uma expansão na mesma magnitude, para algo como R$ 120 bilhões a R$ 125 bilhões.
“Neste momento, é o que estamos vendo, algo como um crescimento de R$ 30 bilhões a R$ 35 bilhões”, afirmou.
O executivo acrescentou que a inadimplência “talvez aumente um pouquinho”, mas ressaltou que o portfólio de crédito deve continuar bastante saudável.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,9% no final de 2025, de 2,6% um ano antes, o que o C6 relacionou à aplicação da resolução 4.966 a partir de janeiro do ano passado, que mudou regras sobre provisões de perdas esperadas para bancos. Excluindo o efeito da mudança, o índice teria ficado em 2%.
A resolução 4.966 também foi uma das razões citadas pelo banco para o aumento na despesa de provisão de devedores duvidosos no ano passado para R$ 2,5 bilhões, de R$ 1,9 bilhão no exercício anterior, além da expansão da carteira de crédito.
Ao abrir o portfólio, o crédito consignado respondeu por uma fatia de 45%, seguido por financiamentos de veículos (28%), empréstimos para pessoa física (14%), pessoa jurídica (12%) e crédito com garantia de imóvel (1%).
A receita líquida cresceu 15% entre 2024 e 2025, encerrando o ano passado em R$ 9,2 bilhões. No mesmo período, as despesas operacionais recuaram 9%, para R$ 4,2 bilhões.
Captações
O total de captações do banco atingiu R$ 108,3 bilhões em dezembro de 2025, um aumento de 36% em relação ao saldo de dezembro de 2024, com expansão de 19% nos depósitos à vista e de 39% nas captações a prazo.
Kalim afirmou que o banco está vendo um movimento na captação neste começo do ano relacionada ao pagamento de garantias a credores do conglomerado Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central.
De acordo com o último balanço do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), divulgado na véspera, já foram pagos R$ 35,1 bilhões em garantias a credores do Master, equivalentes a 87% do montante a ser pago. Os pagamentos começaram no mês passado.
“Nós estamos captando um pedaço disso…, estamos vendo um movimento de captação nesses dias conforme o FGC vem pagando e achamos que isso vai se propagar ainda por alguns meses até os investidores se reposicionarem nos portfólios”, afirmou.
O balanço do C6 também mostrou um retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) de 45% em 2025, ante 60% em 2024. O índice de eficiência atingiu 45%, de 57% um ano antes e o de Basileia aumentou de 12,4% para 13,1%.
Lançado em 2019, o C6 Bank afirma ter mais de 40 milhões de clientes. O primeiro lucro anual foi registrado em 2024.
Conteúdo distribuído por Reuters
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