Com mineiras em destaque, cresce número de mulheres que investem na Bolsa
O número de mulheres que ingressaram no mercado de renda variável cresceu 41% desde 2021, segundo levantamento da B3, a Bolsa de Valores do Brasil. Foram 55 mil novas investidoras no período. Além disso, o total de CPFs femininos ativos na B3 chegou a 1,43 milhão, o equivalente a 26% dos investidores em ações, fundos imobiliários, ETFs e outros produtos de renda variável.
Outro dado que chama a atenção é o valor médio investido pelas mulheres, que é mais alto que o dos homens: R$ 3.029, contra R$ 1.682.
Mulheres mineiras em destaque na bolsa
Ao lado de São Paulo e Rio de Janeiro, Minas Gerais se destaca entre as mulheres investidoras. Em solo mineiro, o movimento ganha força especialmente entre profissionais liberais, empresárias e mães que buscam independência financeira. Em 2025, segundo dados da B3, aproximadamente 142 mil mulheres mineiras investiram em renda variável, um aumento de 4,47% em relação a 2024.
“O crescimento das mulheres na renda variável é empoderamento na prática. Em Minas Gerais, vemos isso com clareza: mais mineiras investindo significa mais autonomia, mais planejamento e um futuro mais sólido para as famílias e para o Estado”, destaca a sócia e líder da XP em Minas Gerais, Cecília Perini.
Fatores que levam ao aumento das mulheres investidoras
Segundo dados da oitava edição do Raio X do Investidor Brasileiro, pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as principais motivações do público feminino para investir são:
- estabilidade financeira;
- abrir um negócio próprio;
- investir na saúde;
- melhorar a qualidade de vida.
“Quando a mulher conquista autonomia financeira, toda a sociedade ganha. Ela não apenas cuida melhor do presente da família, como constrói um legado de segurança e prosperidade para as próximas gerações”, ressalta Perini.
Dicas para mulheres que desejam investir na bolsa
A especialista destaca os seguintes pontos:
- Defina o seu “porquê”: liste seus sonhos e prazos (casa própria, viagem, aposentadoria, expansão do negócio).
- Comece pelo básico: crie uma reserva de emergência em renda fixa antes de migrar para a variável.
- Invista com disciplina, não com emoção: tenha consistência e comece com valores que não comprometam seu orçamento.
- Busque assessoria personalizada: um assessor certificado pode montar um plano sob medida, considerando seu perfil, momento de vida e objetivos específicos.
- Diversifique e pense no longo prazo: renda variável exige paciência. Foque em 5, 10 ou 20 anos.
Colaborador
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