Finanças

Superintendentes da CVM defendem nome técnico para vaga na autarquia

Equipe defende que cargo seja ocupado por um integrante oriundo do corpo de servidores
Superintendentes da CVM defendem nome técnico para vaga na autarquia
Foto: Reprodução Adobe Stock

Rio – Em um momento em que indicações recentes à cúpula da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) são criticadas por carregar teor político, os superintendentes da reguladora divulgaram nota defendendo que a última vaga aberta no Colegiado seja ocupada por um integrante oriundo do corpo de servidores da autarquia.

A nota é direcionada aos participantes dos mercados regulados, ao governo federal e ao Congresso Nacional. Nos últimos dias, a indicação do ex-diretor e ex-presidente interino Otto Lobo para a presidência acendeu debates sobre os critérios adotados para as nomeações. De acordo com informações de bastidores, Lobo fez campanha em Brasília para conseguir a nomeação à presidência efetiva da reguladora. O corpo a corpo teria resultado em apoio do Centrão à nomeação de Lobo pelo presidente Lula na semana passada.

O governo também nomeou o advogado Igor Muniz, que fez carreira na Petrobras, para uma das vagas de diretoria que estava vazia desde o fim de 2024, quando se encerrou o mandato de Daniel Maeda. Ainda há uma vaga na diretoria, a que era ocupada por Lobo até o fim de 2025.

“Historicamente, a presença desse integrante servidor de carreira tem se mostrado elemento complementar e essencial para assegurar a continuidade institucional, a preservação da memória regulatória e a adequada compreensão das rotinas de supervisão e fiscalização”, diz a nota, ao destacar recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o tema.

A diretora Marina Copola também se manifestou em nota, destacando que “a presença de um membro da área técnica no Colegiado é benéfica por ao menos dois motivos. Primeiro, por assegurar a preservação do histórico institucional da CVM – algo valioso para uma autarquia com quase cinco décadas de atuação especializada. Em segundo lugar, porque um diretor da área técnica exerce papel importante como observador externo e fiel da balança nas dinâmicas internas usuais de um órgão colegiado”.

O debate sobre os protocolos relacionados às indicações retomou força nesta semana, com notícias envolvendo André Vasconcellos, diretor de Relações com Investidores da Fictor, que estaria em campanha para a vaga no Colegiado.

Os superintendentes estão divulgando a nota em postagens em suas redes sociais pessoais – o texto não tem relação institucional com a autarquia. “Reconhecemos o processo iniciado pelo governo federal para recomposição do Colegiado e esperamos que o nosso posicionamento seja acolhido e que a diretoria esteja completa o quanto antes, com a presença de um servidor efetivo da CVM como um de seus diretores”, concluem.

Reportagem distribuída pela Estadão Conteúdo

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