Finanças

Dólar acompanha exterior e fecha em baixa ante o real

Moeda americana reverte alta inicial e fecha em baixa, impulsionada por recuo global e ações do Banco Central
Dólar acompanha exterior e fecha em baixa ante o real
Foto: Reprodução Adobe Stock

Depois de oscilar em alta ante o real na maior parte do dia, na esteira das decisões sobre juros do Brasil e dos EUA, o dólar virou para o negativo à tarde e fechou a quinta-feira (19) em queda, em sintonia com a melhora dos mercados no exterior.

O dólar à vista fechou a sessão com baixa de 0,52%, aos R$ 5,2164, acompanhando o recuo firme da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e o peso mexicano.

No ano, a divisa passou a registrar queda de 4,98%.

Às 17h05, o dólar futuro para abril — o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,57% na B3, aos R$ 5,2315.

No início da sessão o dólar chegou a ultrapassar os R$5,30, acompanhando o avanço naquele momento das cotações no exterior e refletindo as decisões de política monetária da véspera, quando o Federal Reserve manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% e o Banco Central do Brasil cortou a Selic de 15% para 14,75%.

No meio da tarde, porém, a moeda norte-americana perdeu força ante o real, também acompanhando a derrocada da divisa dos EUA no exterior, em paralelo à queda dos Treasuries e dos preços do petróleo.

Assim, após registrar a cotação máxima intradia de R$5,3150 (+1,36%) às 10h12, o dólar à vista despencou para a mínima de R$ 5,2024 (-0,79%) às 16h06. O movimento esteve em sintonia com a melhora dos demais ativos brasileiros, com o Ibovespa virando para o positivo e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) migrando para o território negativo no meio da tarde.

No exterior, o recuo da moeda norte-americana era forte neste fim de tarde, com o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas fortes — caindo 0,97%, a 99,227.

No início do dia, o Banco Central do Brasil vendeu, em dois leilões simultâneos, US$ 1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$ 1 bilhão de swap cambial reverso — neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

Ao fazer o chamado “casadão”, o BC eleva a liquidez no mercado à vista em momentos de estresse como o atual, em meio à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

No fim da manhã, o BC vendeu 50.000 contratos (US$ 2,5 bilhões) de swap cambial tradicional, para rolagem do vencimento de 1º de abril.

Conteúdo distribuído por Reuters

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