Dólar acompanha exterior e tem leve baixa em dia de liquidez menor
Em uma sessão de liquidez reduzida em função de feriado nos Estados Unidos, o dólar fechou a segunda-feira (19) com leve viés de baixa ante o real, em sintonia com o sinal negativo visto também no exterior, após novas ameaças tarifárias do governo Trump contra a Europa terem pressionado a moeda norte-americana.
O dólar à vista encerrou o dia em leve baixa de 0,16%, aos R$ 5,3647. No ano, a divisa acumula queda de 2,26%.
Às 17h03, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — cedia 0,10% na B3, aos R$5,3810, tendo movimentado apenas cerca de 90 mil contratos, bem menos que a média para o horário.
O feriado do Dia de Martin Luther King manteve a bolsa fechada nos Estados Unidos, o que reduziu a liquidez ao redor do mundo, incluindo nos mercados de moedas.
No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de aplicar novas tarifas comerciais sobre produtos de oito países europeus, até que os norte-americanos tenham permissão para comprar a Groenlândia, hoje ligada à Dinamarca.
No domingo, embaixadores da União Europeia disseram que preparam medidas de retaliação aos EUA.
Neste cenário, os investidores globais procuraram nesta segunda-feira a proteção de outras moedas fortes, como o franco suíço, o euro e a libra, em detrimento do dólar. Às 17h14, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,08%, a 99,067.
“O dólar (DXY) cai globalmente por um pouco de correção e um pouco (de) reflexo deste movimento do (presidente) Trump, que vai minando aos poucos os EUA como referência”, disse Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, em comentário escrito.
No Brasil, após marcar a cotação máxima intradia de R$ 5,3831 (+0,18%) às 9h06, o dólar à vista atingiu a mínima de R$ 5,3458 (-0,51%) às 13h17.
No fim da manhã, sem efeitos maiores nas cotações, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista ao portal UOL que iniciou uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seu papel nas eleições de 2026, mas que os dois ainda não chegaram a um consenso.
Haddad também disse que o governo discute a ampliação do poder de fiscalização do Banco Central sobre os fundos, incorporando atribuições que hoje são da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e criticou o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto. Segundo ele, o atual comandante da autarquia, Gabriel Galípolo, herdou problemas como a fraude no Banco Master.
No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro.
Conteúdo distribuído por Reuters
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