Finanças

Dólar fecha estável no Brasil em dia de liquidez menor

O dólar à vista fechou o dia em leve alta de 0,09%
Dólar fecha estável no Brasil em dia de liquidez menor
No ano até novembro, o investimento direto atingiu US$ 84,164 bilhões, um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2024 | Foto: Ilustração / Reuters / Dado Ruvic

O dólar fechou a quarta-feira (7) próximo da estabilidade no Brasil, em mais um dia de pouca oscilação e liquidez reduzida, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou ganhos ante boa parte das divisas de países emergentes.

O dólar à vista fechou o dia em leve alta de 0,09%, aos R$ 5,3869, interrompendo uma sequência de quatro sessões de baixas.

Às 17h10, o contrato de dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,20% na B3, aos R$ 5,4205, mas a liquidez era menor que a média para o horário, com cerca de 157 mil contratos negociados.

Com o Congresso brasileiro em recesso, Brasília deixou de fornecer gatilhos fortes para as operações no mercado brasileiro, pelo menos neste início de 2026. O resultado é que nos últimos dias a liquidez diminuiu, assim como as variações de preços.

Nesta quarta-feira, o dólar à vista variou entre a cotação mínima de R$ 5,3685 (-0,25%) às 9h01, logo após a abertura, e a máxima de R$ 5,4038 (+0,40%) às 12h18.

As atenções ficaram voltadas principalmente para o exterior, onde foram divulgados novos dados da economia norte-americana. Enquanto alguns dados sugeriram enfraquecimento do mercado de trabalho, outros indicaram força do setor de serviços no encerramento de 2025.

Os sinais mistos alimentaram a expectativa pela divulgação do relatório de emprego payroll na sexta-feira, que pode influenciar mais diretamente as apostas para a decisão sobre juros do Federal Reserve no fim do mês.

Neste cenário, às 17h09, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,08%, a 98,688.

No Brasil, o destaque foi o noticiário em torno da liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Em entrevista exclusiva à Reuters, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou que eventual reversão da liquidação não caberia à corte de contas, mas sim ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Pela manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$33,316 bilhões no acumulado de 2025. A saída de recursos do país no ano passado foi superior à verificada em 2024, quando o fluxo foi negativo em US$18,564 bilhões.

Conteúdo distribuído por Reuters

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