Finanças

Ibovespa fecha em alta e renova recordes com Fed e Copom

Ibovespa avançou 1,52%, a 184.691,05 pontos
Ibovespa fecha em alta e renova recordes com Fed e Copom
Foto: Reuters/Amanda Perobelli

O Ibovespa encerrou a quarta-feira (28) em alta firme, renovando os recordes intradia e de fechamento, com a continuidade dos fluxos de capital estrangeiro para o país, em uma sessão onde os investidores tiveram como foco as decisões de juros do Federal Reserve e do Banco Central.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,52%, a 184.691,05 pontos, recorde de fechamento. Na mínima, marcou 181.920,63 pontos e, na máxima, 185.064,76 – maior nível intradia registrado na história do Ibovespa. O volume financeiro somou R$ 33,41 bilhões.

Como esperado, o Fed manteve a taxa básica de juros inalterada na faixa de 3,50% a 3,75%, citando a inflação ainda elevada, juntamente com o sólido crescimento econômico.

Tanto o diretor Christopher Waller, candidato a substituir o chair do Fed, Jerome Powell, quando seu mandato como chefe do banco central norte-americano terminar em maio, quanto o diretor Stephen Miran, que está de licença de seu trabalho como consultor econômico na Casa Branca, divergiram a favor de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica.

Na coletiva de imprensa que deu sequência ao anúncio, Powell descartou a ideia de que um aumento da taxa de juros possa estar à frente.

Com a decisão do Fed sem surpresas, o Ibovespa manteve a tendência positiva após o anúncio, chegando a operar próximo das máxima de 185 mil pontos perto do fechamento do pregão, ainda embalado pelos fluxos para a bolsa.

“O investidor estrangeiro demonstra um otimismo maior em relação ao Brasil, especialmente quando observamos relatórios produzidos por casas internacionais”, destacou Nicolas Gass, diretor de alocação de investimentos e sócio da GT Capital.

O profissional acrescentou que parte desse interesse está ligada ao cenário eleitoral, “com a expectativa de uma possível troca de governo, vista como positiva por alguns agentes”.

“Além disso, há um movimento claro de montagem de posição com foco no médio e longo prazos, sobretudo diante da perspectiva de queda dos juros, o que, na visão do investidor estrangeiro, torna o Brasil mais atrativo para capturar esse potencial de valorização à frente”, completou Gass.

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve divulgar sua decisão de juros após às 18h30. As apostas majoritárias são de na manutenção da Selic em 15% ao ano. A expectativa é que o comunicado traga pistas mais detalhadas sobre os próximos passos da autarquia.

Destaques

– VALE ON subiu 2,44%, na contramão do recuo dos preços dos contratos futuros do minério de ferro na China, onde o mais negociado na bolsa de Dalian (DCE) encerrou a sessão do dia com perda de 0,7%. A companhia reportou na terça-feira produção de minério de ferro que superou pela primeira vez desde 2018 o total produzido pela concorrente Rio Tinto em Pilbara, principal polo produtor da gigante australiana.

– PETROBRAS PN valorizou 3,35%, impulsionando os ganhos do Ibovespa e em linha com a alta do petróleo no exterior.

– BANCO DO BRASIL ON teve alta de 2,88%, em mais um dia de ganhos no setor financeiro. BRADESCO PN ganhou 1,35%, ITAÚ UNIBANCO PN avançou 2,25%, SANTANDER BRASIL UNIT registrou alta de 2,32% e BTG PACTUAL UNIT subiu 0,84%.

– C&A ON subiu 8,6%, uma das maiores altas do Ibovespa, assim como outros varejistas, como MAGAZINE LUIZA ON, que subiu 4,56%, ASSAÍ ON, que avançou 3,11%, impulsionados pelo recuo dos juros futuros.

Conteúdo distribuído por Reuters

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