Finanças

Ibovespa fecha quase estável e com volume reduzido em pregão sem EUA

Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,03%
Ibovespa fecha quase estável e com volume reduzido em pregão sem EUA
Foto: Reprodução Adobe Stock

O Ibovespa fechou quase estável nesta segunda-feira (19), em pregão com agenda macro esvaziada e feriado nos Estados Unidos, o que reduziu o volume de negócios no pregão.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,03%, a 164.849,27 pontos, após marcar 164.264,75 na mínima e 165.154,76 na máxima do dia.

O volume financeiro somou R$ 12,6 bilhões, de uma média diária de quase R$ 31 bilhões no mês até agora – que foi puxada principalmente pelo pregão da última quarta-feira, com vencimento de opções sobre o Ibovespa.

Também na semana passada o Ibovespa renovou máximas históricas, ultrapassando os 166 mil pontos no melhor momento da sessão de quinta-feira pela primeira vez na sua história.

De acordo com o analista Nícolas Merola, da EQI Research, a bolsa paulista teve um pregão morno com o feriado nos Estados Unidos, que, além de servir como um “timão”, afeta os volumes em outros mercados no mundo.

“As bolsas ao redor do mundo tendem a ficar com menos volume (com o ferido nos EUA) e aqui no Brasil não foi diferente”, acrescentou, observando também uma dispersão de performances entre as ações do Ibovespa bem baixa.

As bolsas norte-americanas ficaram fechadas nesta segunda-feira em razão do feriado do Dia de Martin Luther King Jr., mas, na Europa, o índice STOXX 600 fechou em queda de 1,19%, em meio à escalada da tensão envolvendo a Groenlândia.

O presidente Donald Trump prometeu no sábado aplicar tarifas comerciais adicionais sobre aliados europeus até que os EUA tenham permissão para comprar a ilha da Dinamarca. Países da União Europeia criticaram as ameaças e avaliam uma resposta.

Destaques

– VALE ON recuou 0,39%, enfraquecida pelo declínio dos preços futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian encerrou a sessão do dia com queda de 2,58%.

– ITAÚ UNIBANCO PN fechou com decréscimo de 0,15%, após mudar o sinal algumas vezes no dia, assim como seus pares. BRADESCO PN cedeu 0,05% e e BANCO DO BRASIL ON caiu 0,28%, mas BTG PACTUAL UNIT avançou 0,77% e SANTANDER BRASIL UNIT valorizou-se 0,69%

– PETROBRAS PN encerrou com variação positiva de 0,41%, apesar da queda dos preços do petróleo no exterior.

– DIRECIONAL ON subiu 2,67%, em dia de recuperação, após uma queda de 5,7% na última sexta-feira, quando agentes financeiros repercutiram prévia operacional do quarto trimestre. CURY avançou 2,94%, também reagindo após acumular perda de mais de 6% na última semana. Na contramão, MRV&CO ON caiu 1,47%.

– IRB(RE) ON valorizou-se 3,59%, tendo no radar dados da Susep divulgados pela Caixa Seguridade, com queda de 1,6% nos prêmios emitidos, enquanto os dados do mercado sem a companhia mostraram alta de 6,9%. CAIXA SEGURIDADE ON terminou com elevação de 0,37%.

– HAPVIDA ON avançou 3,85%, em dia de correção técnica, após marcar na última sexta-feira uma mínima histórica de fechamento, a R$ 12,99. Até o final da semana passada, acumulava uma queda de quase 12% em 2026, após tombo de cerca de 56% em 2025.

– NATURA ON fechou negociada em queda de 3,41%, após uma semana positiva, em que acumulou alta de 3,8%.

– CSN ON recuou 3,15%, ampliando as perdas desde a divulgação na última quinta-feira de plano de venda de ativos para reduzir seu endividamento. No setor, USIMINAS PNA cedeu 0,93% e GERDAU PN caiu 0,14%.

– COGNA ON fechou em queda de 1,91% e YDUQS ON perdeu 1,9%, em sessão negativa para o setor, após divulgação de dados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), com mais de 100 cursos de medicina em todo o país apurando desempenho insatisfatório. Fora do Ibovespa, ANIMA ON recuou 6,48% e SER ON cedeu 6,77%.

– CVC ON, que não faz parte do Ibovespa, avançou 4,15%, entre os melhores desempenhos do Small Caps, após tombo na sexta-feira. O fundo GJP, liderado por Gustavo Paulus, filho do fundador da empresa, elevou a participação na operadora de turismo a 20,02%.

Conteúdo distribuído por Reuters

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