Ibovespa soma 8 pregões de queda com saída de estrangeiros e balanços no foco
O Ibovespa deu sequência nesta quinta-feira (13) ao movimento negativo que vem registrando desde o começo de agosto, completando a sua oitava sessão no vermelho. Com exceção da Petrobras, que subiu perto de 1% no dia, as blue chips da bolsa tiveram uma sessão negativa, ainda na esteira do ajuste de carteiras promovido pelos investidores estrangeiros. É a maior sequência de quedas do índice em três anos.
Além da retirada de recursos pelos estrangeiros, a temporada de balanços do segundo trimestre, que chega perto do fim, também desanima o mercado. “Olhando para os bancos, não nos anima muito”, afirma Guto Leite, gestor de renda variável da Franklin Templeton. “A visão que fica das teleconferências e das interações com as companhias para o restante do ano é que o discurso não está muito animador.”
O principal índice da B3 encerrou em queda de 0,23%, aos 167 100,95 pontos, afastando-se da mínima do dia (166.196,92 pontos, -0,77%), mas também longe dos 168.515,49 pontos da máxima.
Entre as grandes ações da bolsa, o destaque de queda ficou com os bancos, em especial o Banco do Brasil (-4,16%), em queda firme desde o começo da tarde em resposta a comentários feitos durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre.
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Na ocasião, o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, Geovanne Tobias, afirmou que as provisões deverão ficar na ponta alta das estimativas do banco, enquanto o lucro deve ficar na ponta baixa.
O resultado do BB acontece em um contexto em que as instituições financeiras também vêm enfrentando desafios em relação à inadimplência, fruto dos juros elevados no Brasil. O desempenho financeiro das companhias de outros setores também vem sendo prejudicado.
No diagnóstico do comportamento dos estrangeiros, o interesse tem sido em setores em que o Brasil está pouco presente.
“O motivo para este comportamento está associado à existência de interesse em opções de IA inteligência artificial em outras praças, como Coreia do Sul, Japão e até nos EUA, vide o comportamento do Nasdaq”, afirma o analista de investimentos Pedro Galdi.
Conteúdo distribuído por Agência Estadão
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