O Grupo Mateus fechou 28 lojas e demitiu 6.673 funcionários entre 2025 e março de 2026, como parte de um plano de reestruturação divulgado ao mercado em maio. A medida atingiu principalmente os seis estados onde a rede tem maior presença no Norte e Nordeste: Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia.
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A empresa é a terceira maior rede de varejo alimentar do Brasil, com mais de 300 lojas e faturamento de R$ 43,5 bilhões.
O quadro de funcionários caiu de 47,9 mil para 41,2 mil em menos de um ano.
O que explica os cortes do Grupo Mateus mesmo faturando bilhões
O lucro líquido do primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 213 milhões, uma queda de 22% em relação ao mesmo período de 2025. As vendas nas lojas já em operação caíram 1,1% no mesmo trimestre.
O problema mais grave veio em novembro de 2025: o grupo divulgou um ajuste de R$ 1,1 bilhão no valor dos estoques registrado no balanço de 2024. O valor corrigido passou de R$ 6 bilhões para R$ 4,9 bilhões, reduzindo o patrimônio da companhia em R$ 695 milhões. A empresa classificou o movimento como revisão técnica.
Grupo Mateus viu suas ações despencarem após o ajuste contábil
A reação foi imediata. Em poucos dias, as ações da empresa na bolsa caíram mais de 16%.
Segundo informações divulgadas ao mercado, o presidente do conselho de administração, Ilson Mateus Rodrigues, afirmou que mais cortes de gastos estão previstos, mas sem novas demissões. Ele também admitiu que o segundo trimestre de 2026 está sendo difícil para a companhia.