A Haribo, fabricante dos ursinhos de gelatina, fecha em julho sua única fábrica no Brasil, em Bauru (SP), encerrando dez anos de atividade e 150 empregos.
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
A decisão foi comunicada em abril. Sem divulgar números, a empresa alegou dificuldades para manter a competitividade da operação. A fábrica de Bauru foi a primeira da Haribo erguida fora da Europa e respondia por toda a produção da marca na América Latina.
O que muda para o consumidor brasileiro
Em nota ao Exame Insight, a companhia disse estar “trabalhando na avaliação de alternativas e modelos para a continuidade do atendimento ao mercado brasileiro”. O abastecimento imediato virá de importações.
Ainda assim, nenhum prazo ou formato foi definido. A empresa descreveu o momento como um “período de transição” e afirmou que avança na “escolha do melhor modelo futuro de atuação no país”, sem apresentar detalhes concretos.
Quem avança enquanto a Haribo recua
O segmento de balas de gelatina segue em expansão no Brasil, mas sob domínio da espanhola Fini.
A rival registrou € 470 milhões em receita em 2023, valor quatro vezes inferior ao faturamento global da Haribo, estimado entre € 1,7 bilhão e € 2 bilhões. Mesmo assim, foi a Fini que se enraizou no país.
Sete em cada dez pacotes de balas de gelatina vendidos no Brasil saem de sua fábrica em Jundiaí (SP), de onde também abastece outros países da região. Nos últimos anos, a empresa direcionou R$ 300 milhões para ampliar essa operação e já sinalizou mais R$ 100 milhões em novos investimentos.