Os alertas da Defesa Civil disparados nos celulares de moradores de Belo Horizonte viraram alvo de fiscalização na Câmara Municipal. A Comissão de Administração Pública e Segurança Pública da Câmara aprovou, na quarta-feira (7), um requerimento com prazo de 30 dias para que a prefeitura preste contas sobre o funcionamento do sistema.
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Quem assina o documento é a vereadora Marcela Trópia (Novo). O texto é endereçado ao prefeito Álvaro Damião (União) e ao secretário municipal de Governo, Guilherme Catunda Daltro.
O aviso das 5h que acordou a Grande BH
O pedido tem data e hora de origem. Na madrugada de segunda-feira (5), por volta de 5h, um alerta classificado como extremo sobre chuvas de intensidade moderada a forte soou nos celulares de toda a Região Metropolitana. Moradores relataram o som como “barulho apocalíptico”.
Em nota, a Defesa Civil esclareceu que o disparo teve função preventiva. O órgão apontou o volume de precipitação concentrado num curto intervalo de tempo em várias partes da cidade como razão para o acionamento.
12 meses de alertas da Defesa Civil em análise
O requerimento exige um levantamento do último ano. A prefeitura terá de informar o total de avisos disparados, o tipo de risco e o grau de gravidade de cada um, além dos critérios técnicos, horário, área contemplada e tempo de validade de cada mensagem.
A Câmara também quer saber se o sistema segmenta o envio por bairro ou região, ou se todo o município recebe o sinal ao mesmo tempo, e quais tecnologias e plataformas a prefeitura utiliza no processo.
Câmara questiona se excesso de avisos pode gerar indiferença
Um dos trechos mais diretos do requerimento pergunta se a prefeitura já mediu qual seria a cadência ideal de disparos. E vai além: questiona se acionar o sistema com muita frequência pode levar os moradores a tratar os avisos com indiferença no futuro.
A Câmara pede, ainda, que o Executivo informe se há registros de casos em que o perigo anunciado no aviso não chegou a se materializar na área atingida.
Outro ponto do documento cobra que a prefeitura explique o que diferencia uma situação de simples monitoramento climático de um disparo emergencial direto nos celulares. Os custos operacionais do sistema entram no mesmo pacote de informações solicitadas.