Os semáforos inteligentes chegam às principais avenidas de Belo Horizonte em agosto. A Prefeitura da capital mineira anunciou nesta quinta-feira (2/7) o projeto que vai automatizar o controle do trânsito com inteligência artificial, câmeras e sensores instalados em cruzamentos estratégicos.
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
Até dezembro, 500 novos controladores vão operar cerca de 1.500 semáforos espalhados por corredores de ônibus, grandes avenidas e zonas como Barreiro e Venda Nova. O volume representa metade de toda a infraestrutura semafórica atual da cidade.
Onde os semáforos inteligentes entram primeiro
Cristiano Machado, Antônio Carlos, Pedro II e Amazonas recebem os equipamentos primeiro. O critério de seleção leva em conta o volume de ônibus e veículos que circulam diariamente por cada área.
Cada sinal opera com base em leituras em tempo real do tráfego ao redor. Os cruzamentos de uma mesma via compartilham dados entre si para coordenar as aberturas e reduzir o número de paradas ao longo do trajeto.
Quanto o trânsito melhora e em quanto tempo
Segundo Fernando Lopes, diretor-presidente da Prodabel (empresa de tecnologia da prefeitura), a redução inicial no tempo de deslocamento será de cerca de 10% nos trechos atendidos. O número, no entanto, deve crescer com o tempo.
A Inteligência Artificial precisa de aproximadamente três meses para mapear os ciclos de circulação da cidade. Com esse aprendizado consolidado, a prefeitura projeta ganhos de 30% a 35% no tempo de deslocamento durante os picos de tráfego.
Prioridade para ônibus e emergências
Ambulâncias, viaturas da Polícia Militar e caminhões do Corpo de Bombeiros terão passagem liberada antes dos demais veículos. O mesmo vale para os ônibus da rede municipal. Os sensores também detectam pedestres aguardando na faixa e ajustam o tempo de abertura do sinal.
Em casos de acidentes, obras emergenciais ou eventos na cidade, operadores do Centro de Operações da Prefeitura ajustam os ciclos de qualquer cruzamento de forma remota.
Quem usa aplicativos de navegação vai receber dados atualizados diretamente da rede semafórica. Numa segunda etapa, o sistema passa a se comunicar com o Muralha, plataforma de vigilância urbana já operada pela prefeitura.
Uma nova licitação já está em preparação para dar continuidade ao projeto. O objetivo é expandir a tecnologia progressivamente até cobrir todos os sinais da cidade.