Um sensor dentro da bola decide se o VAR vai revisar o lance antes de qualquer árbitro perceber o impedimento. Na Copa do Mundo 2026, o dispositivo faz 500 registros por segundo e dispara o alerta automaticamente.
✅ Siga o nosso canal no WhatsApp
Como a bola inteligente da Copa funciona
Embutida na Trionda, bola oficial do torneio, uma unidade de medição inercial (IMU, sigla em inglês) capta variações de movimento em alta frequência, com registros suficientes para identificar o instante exato do toque de um jogador.
No contato, os dados gerados pelo sensor sofrem uma variação característica, funcionando como uma impressão digital daquele momento específico. O comportamento distingue o instante do toque de qualquer outra movimentação da bola.
Ao redor do estádio, 12 câmeras rastreiam os atletas em campo. Cada jogador tem 29 referências corporais mapeadas pelo sistema, com atualizações de até 50 vezes por segundo.
VAR usa dados da bola para confirmar impedimento
Os registros do sensor são cruzados com as imagens das câmeras de rastreamento. Identificado um possível impedimento, um sinal automático chega à cabine do VAR antes de qualquer análise humana do lance.
A tecnologia vem sendo adotada em grandes competições internacionais para tornar as revisões mais objetivas. Na Copa 2026, foi esse sistema que identificou o impedimento no lance da Croácia contra Portugal, nos acréscimos de quinta-feira (2), e resultou na anulação do gol.