Para avançar nas obras da Linha 2 do Metrô de BH, o Governo de Minas publicou, no último sábado (4), um decreto que declara de utilidade pública um lote de 3.764,44 metros quadrados no Vista Alegre, bairro da Região Oeste da capital. O imóvel está situado entre a Avenida Tereza Cristina e a Rua Carmo da Cachoeira.
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O documento autoriza a concessionária Metrô BH a promover a desapropriação do imóvel e de eventuais benfeitorias existentes. A empresa ainda pode acionar o mecanismo de urgência, o que permite ocupar a área antes do encerramento do processo judicial. A fiscalização caberá à Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra).
Linha 2 do Metrô de BH: primeiras estações em funcionamento
A publicação do decreto veio um dia depois da inauguração das estações Nova Suíça e Amazonas, as duas primeiras da Linha 2, em cerimônia realizada na sexta-feira (3). Segundo o Governo de Minas, o canteiro foi reativado em setembro de 2024, encerrando uma interrupção que durou mais de vinte anos.
Até setembro, o atendimento se restringe aos dias úteis, das 9h às 16h. A partir de outubro, o metrô passa a operar no horário padrão da semana, das 5h15 às 23h. A inclusão dos fins de semana na grade está prevista para novembro.
Os investimentos nas duas estações somam R$ 142,7 milhões, sendo R$ 99,7 milhões destinados à Nova Suíça e R$ 43 milhões à Amazonas.
Próximas etapas e capacidade da linha
Ao todo, a Linha 2 do Metrô de BH terá 10,5 quilômetros e sete estações, ligando Nova Suíça ao Barreiro. Quando todos os trechos estiverem em operação, a projeção da concessionária aponta para 50 mil usuários transportados diariamente.
Nova Gameleira, Nova Cintra e Vista Alegre têm entrega prevista para 2027. Ferrugem e Barreiro devem entrar em operação em 2028. A frota também será ampliada: 11 novos trens chegam ainda em 2026 e outros 13 têm entrega programada para 2027.
Protesto marca inauguração
Na cerimônia, grupos de moradores afetados pelas obras protestaram e cobraram resposta sobre indenizações pendentes. Conforme apurado pelo BHAZ, cerca de 16 famílias alegam não ter sido contempladas no acordo fechado em maio de 2025, que reuniu Ministério Público, Defensoria Pública, Metrô BH e Governo do Estado.
A Seinfra respondeu que 341 núcleos familiares cadastrados já receberam indenização. Os valores partem de R$ 100 mil por família, acrescidos de quatro meses de aluguel social e cobertura de duas mudanças.